Bolsonaro volta a insistir em cloroquina e manda recado a Teich: “Todos têm que estar alinhados”

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Presidente Jair Bolsonaro disse que gostaria que a cloroquina fosse usada no tratamento, caso ele fosse acometido pela Covid-19 (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
Presidente Jair Bolsonaro disse que gostaria que a cloroquina fosse usada no tratamento, caso ele fosse acometido pela Covid-19 (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a insistir no uso da cloroquina como tratamento para o coronavírus. Nesta manhã, ao sair o Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que vai discutir com o ministro da Saúde, Nelson Teich, sobre o uso do medicamento.

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Segundo o presidente, a cloroquina precisa ser pensada de forma emergencial no tratamento de pacientes com a Covid-19.

“Não é minha opinião porque não sou médico, mas muito médicos do Brasil e de outros países entendem que a cloroquina pode e deve ser usada desde o início, mesmo sabendo que nao há uma comprovação científica de sua eficácia”, afirmou o presidente.

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Bolsonaro ainda disse que gostaria que a cloroquina fosse usada no tratamento da mãe dele, caso ela pegasse Covid-19, e dele mesmo também. "Se fosse minha mãe, com 93 anos, eu vou atrás dela, pego o médico. Claro que não vou forçar, mas tem muitos que concordam com esse tipo de medicamento e ela usaria”, afirmou. "Se eu for acometido eu tomo a cloroquina e ponto final. Eu que decido minha vida. Tenho certeza que não vai faltar médico que vai receitar pra mim a cloroquina"

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Em relação ao ministro Nelson Teich, Bolsonaro afirmou que conversarão sobre o tema. O presidente afirmou que gosta que os ministros estejam “afinados”. “Todos têm que estar afinados e, quando conversamos, quero eficácia. Não é gostar. Se existe uma possibilidade de diminuir, por que não usar?”, questionou.

A declaração foi dada um dia após o ministro da Saúde afirmar que a cloroquina tem efeitos colaterais e deve ser usada com cuidado. Teich ainda disse que o paciente que usar o medicamento deverá assinar um termo para garantir que tem ciência das consequências.

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