"Bolsonaro é filho do Moro, e não o Moro cria do Bolsonaro", diz Lula

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images

Um dia após a saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, que anunciou sua demissão na última sexta-feira (24), o ex-presidente Lula se pronunciou no Twitter. Ele comparou o ex-juiz ao presidente Jair Bolsonaro, chamando ambos de “bandidos”, e frisou que o magistrado criou o ambiente propício para a eleição do atual chefe do Executivo.

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“Não pode haver inversão da história. O Bolsonaro é filho do Moro, e não o Moro cria do Bolsonaro. Nessa disputa toda, os dois são bandidos, mas é o Bolsonaro que é a cria e não o contrário. E os dois são filhos das mentiras inventadas pela Globo”, afirmou Lula.

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A demissão de Moro continuou rendendo indiretas nas redes sociais entre Bolsonaro e o agora ex-ministro neste sábado. O presidente publicou uma foto dos dois abraçados, sugerindo manifestação de apoio ao então subordinado durante a publicação da série de reportagens apelidada de “Vaza Jato”, divulgada pelo “The Intercept Brasil”.

“A Vaza Jato começou [em] junho [de] 2019. Foram vazamentos sistemáticos de conversas de Sergio Moro com membros do MPF. Buscavam anular processos e acabar com a reputação do ex-juiz. Em julho, PT e PDT pediram prisão dele. Em setembro, cobravam o STF [Supremo Tribunal Federal]. Bolsonaro no desfile do dia 7 fez isso”, afirmou.

Moro respondeu, afirmando que esteve ao lado de Bolsonaro “quando ele foi injustamente atacado”. “Mas preservar a PF de interferência política é uma questão institucional, de Estado de Direito, e não de relacionamento pessoal”, concluiu.

Ao anunciar que deixaria o governo, o ex-ministro acusou o presidente de querer substituir o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, para ter acesso às investigações. Ao “Jornal Nacional”, mais tare, o ex-juiz divulgou uma conversa por WhatsApp como suposta prova de que a motivação seria interferência política.

Em resposta, o presidente afirmou, durante seu pronunciamento de imprensa, que Moro só aceitaria a exoneração em troca de uma indicação para o STF.

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