"Bolsonaro faz piada com a tragédia", diz Lula sobre coronavírus no Brasil

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Former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva delivers a speech during an event titled: "Dialogue about inequality with global unions and general public" at the Geneva Press Club on March 6, 2020 in Geneva. (Photo by Fabrice COFFRINI / AFP) (Photo by FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images)
Former Brazilian president Luiz Inacio Lula da Silva delivers a speech during an event titled: "Dialogue about inequality with global unions and general public" at the Geneva Press Club on March 6, 2020 in Geneva. (Photo by Fabrice COFFRINI / AFP) (Photo by FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a gestão do governo Bolsonaro no combate ao coronavírus. Durante live com o líder argentino Alberto Fernández, o petista elogiou o país vizinho e comparou com tristeza a situação da pandemia no Brasil.

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"Quando vejo quantas vidas foram salvas na Argentina, me dói ver meu próprio país desgovernado, com ministros incapazes de agir para proteger nosso povo, e um presidente da República que chega a fazer piada com a tragédia", afirmou o ex-presidente, citando as saídas de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich do comando do Ministério da Saúde, hoje liderado interinamente pelo general Eduardo Pazuello.

"Acho que a pandemia é um fenômeno da natureza. A solução é um problema de quem governa o país. Lamentavelmente, no Brasil, não temos hoje um governo preocupado com a pandemia. O governo brasileiro, nessa crise toda, já trocou três [sic] ministros da Saúde. Agora, há pelo menos 18 militares cuidando da questão da saúde, e nenhum entende de saúde pública", prosseguiu o ex-presidente.

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Fernández cumprimentou Lula e o parabenizou por estar “em liberdade” (o último encontro dos dois havia acontecido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente estava preso desde abril de 2018).

"Lula é um homem gigante para a América Latina. Não imagina a vontade que tenho de vê-lo e abraçá-lo", afirmou Fernández. "Ninguém que abraçou a causa popular pode duvidar que o mais importante é a vida e a saúde do povo., embora outras almas pensem que o mais importante são os negócios", complementou. Em seguida, o líder argentino citou um trecho de "A Peste", livro do ensaísta e filósofo francês Albert Camus (1913-1960).

"Camus dizia que as pestes têm um viés muito claro: arrancam a vida do povo, mas evidenciam a miséria das almas. Esta pandemia mostrou ambas as coisas, a doença e como aparece a miséria humana em determinados momentos. Nós ponderamos o valor da vida, outros fazem números e estatísticas", criticou Fernández.

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