Bolsonaro critica pedidos por lockdown nacional e vê ‘abuso em política de fechar tudo’

Redação Notícias
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Bolsonaro conversou com apoiadores. (AP Photo/Eraldo Peres)
Bolsonaro conversou com apoiadores. (AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente Jair Bolsonaro conversou com seus apoiadores nesta quarta-feira, no jardim do Palácio da Alvorada, e voltou a posicionar-se contra um possível lockdown nacional por causa da pandemia. Ele reclamou da insistência de líderes estaduais no assunto e criticou um suposto “abuso”.

“A maioria dos governadores quer um lockdown nacional. Sabemos da dificuldade, que o povo está sofrendo, mas está havendo abuso, no meu entender, nesta política de fechar tudo”, declarou.

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Bolsonaro ironizou e afirmou que os governadores nem precisariam pedir o confinamento se Fernando Haddad, seu adversário no segundo turno da eleição de 2018, fosse o presidente. Para ele, porém, a questão econômica torna o lockdown inviável.

“Não dá para viver depois, não. Tem gente que quando perde o emprego ou o negócio, nunca mais vai recuperar”, apontou. “A política do lockdown que começou no ano passado não era para salvar vidas, era para dar tempo para os hospitais se reequiparem. Demos bilhões de reais para estados e municípios, alguns investiram bem o recurso, mas outros não.”

Criticado pela lentidão no sistema de vacinação e pela ausência de insumos no país, o presidente descartou ser “negacionista”. “Nossa primeira vacina foi comprada em 6 de agosto. Em dezembro, reservamos R$ 20 bilhões para comprar. Pessoal fala que eu sou negacionista, mas o mundo não tem vacina.”

O Brasil vive o pior momento da pandemia e ultrapassou na última terça-feira os Estados Unidos no número de mortes registradas em 24 horas por conta da Covid-19. Foram 1.954 vítimas do vírus em apenas 24 horas.