Bolsonaro ironiza vacinação obrigatória: "só no Faísca"

Colaboradores Yahoo Notícias
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a se posicionar contra a vacinação obrigatória contra o novo coronavírus. Em suas redes sociais, posou ao lado de seu cachorro e escreveu: “Vacina obrigatória só aqui no Faísca”.

Uma lei sancionada por Bolsonaro em fevereiro deste ano, porém, estabelece a possibilidade de autoridades determinarem a realização compulsória de vacinação "para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional" decorrente da Covid-19.

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Na ocasião, o ministro da Saúde era Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em abril por discordar das medidas de Bolsonaro para o combate à crise.

Nesta semana, o presidente havia recuado da compra de milhões de doses da Coronavac, vacina contra o coronavírus do laboratório chinês SinoVac. A manifestação foi feita após apoiadores criticaram fortemente a compra da imunização, testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

“Para o meu governo, qualquer vacina, antes de ser, disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo ministério da Saúde e certificada pela Anvisa. O povo brasileiro não será cobaia de ninguém”, escreveu o presidente nas redes sociais.

“Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, declarou.

A CoronaVac está na terceira e última fase de testes. Segundo o governo de João Doria, entre os 9 mil voluntários que estão participando do programa, 35% tiveram efeitos adversos leves e nenhum teve efeitos colaterais graves. A previsão do governo paulista é de que, até dezembro, a Anvisa aprove a imunização.

Na última terça-feira, 20, Doria havia se reunido com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Depois da conversa entre os dois, veio o anúncio da compra. Apoiadores de Bolsonaro, que veem o governador de São Paulo como opositor, agora pedem que Pazuello seja retirado do cargo.