Bolsonaro chamou Doria de "bosta", diz revista

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Doria e Bolsonaro durante evento em São Paulo, em outubro de 2019 (NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Doria e Bolsonaro durante evento em São Paulo, em outubro de 2019 (NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

O vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril usado pelo ex-ministro Sergio Moro como prova de tentativa de interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) também mostra ataques do presidente da República a Wilson Witzel e João Doria, governadores de Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente, segundo a Veja.

De acordo com fontes ouvidas pela revista, Bolsonaro chama Doria de “bosta” e diz que “pessoas do governo do Rio” são “estrume”. O presidente também afirma que não poderia “apanhar sozinho” de seus adversários e que faria mudanças no governo por causa disso.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, pediu que a perícia da PF faça a transcrição do vídeo da reunião antes de decidir se irá divulgar ou não o conteúdo.

Suposta interferência na Polícia Federal

Bolsonaro afirma durante a reunião que precisava "saber das coisas" que estavam ocorrendo na Polícia Federal do Rio e cita que investigações em andamento não poderiam "prejudicar a minha família" nem "meus amigos". Sob esses argumentos, o presidente afirma que trocaria o superintendente do Rio, o diretor-geral da PF ou até mesmo o ministro da Justiça, para garantir ter acesso a informações e que pessoas próximas não seriam prejudicadas.

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