Ao lado de deputadas da tropa de choque, Bolsonaro bate boca com jornalistas

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Presidente Jair Bolsonaro bate boca com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro bate boca com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro bateu boca com jornalistas na manhã desta quarta-feira (29) na saída do Palácio da Alvorada por conta de sua fala sobre as mortes por novo coronavírus ontem. Acompanhado de deputadas da base aliada, o presidente considerou que a imprensa deturpou suas declarações.

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“Imprensa tem que perguntar para o Doria porque está mais gente perdendo a vida em São Paulo. Não adianta a imprensa botar na minha conta. Não cabe a mim. A minha opinião não vale, o que vale são os decretos de governadores e prefeitos”, disse.

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Bolsonaro criticou a abordagem da Globo e foi retrucado por jornalistas, o que deu início a um bate-boca.

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Na sequência, diversos deputados falaram em defesa de Bolsonaro, começando por Bia Kicis (PSL-DF).

“Fiquei chocada com a distorção que a imprensa fez. Presidente mostrou solidariedade, simpatia pelas famílias, foi um absurdo. Ainda me choco com o tamanho da distorção”, disse.

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) completou: “Vocês precisam pressionar prefeitos e governadores. Qualquer morte é sentida por cada um de nós. Temos que pensar nas cidades onde não tem nenhum caso de coronavírus e as pessoas estão passando fome. Essa ajuda que o presidente deu (auxílio emergencial) não é suficiente para matar a fome dessas pessoas. É preciso coragem e força de vocês. Presidente precisa do povo”.

Nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) também já haviam criticado a imprensa por uma suposta distorção nas declarações.

Ao responder um repórter ontem, em frente ao Palácio da Alvorada, sobre o recorde diário de mortes registradas pelo novo coronavírus no Brasil, o presidente disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde anunciou que subiu para 5.017 o número total de mortes provocadas pela doença no país, 474 delas registradas nas últimas 24 horas. Com os dados atualizados, o Brasil ultrapassou a China, que registra oficialmente 4.643 mortes por conta da Covid-19.


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