Bolsonaro acusa Lula de intolerância: 'O Brasil está indo muito bem'

Bolsonaro disse que não responderia as acusações de Lula (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro disse que não responderia as acusações de Lula (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • ‘Até me ajuda’, disse Bolsonaro sobre declarações de Lula

  • O presidente também comentou a filiação de Gustavo Bebianno ao PSDB

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Em entrevista à Record TV na segunda-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi questionado sobre como se sentia com a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro respondeu à pergunta dizendo que Lula o acusou de interferir na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco.

"[Lula] Me acusou de estar por trás... Ou melhor, me acusou frontalmente de estar envolvido na morte da Marielle, entre outras coisas. Eu não fico feliz com isso, e não vejo isso como direito de expressão por parte dele. Vamos ter de engolir este sapo, e o barco segue. O Brasil está indo muito bem, a violência tem diminuído, estamos exportando para o mundo todo.”

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O presidente da República disse que as declarações de Lula são intolerantes, e afirmou que elas “até o ajudam”:

"Eu tenho como princípio respeitar as decisões dos demais poderes. Não vou entrar em uma bola dividida como esta aí. Politicamente, tendo em vista o que ele [Lula] falou, até me ajuda. O que ele tem trazido com estas falas dele é intolerância", disse Bolsonaro.

Jair Bolsonaro afirmou, também, que não pretende responder às declarações do petista:

"Não vou responder. Não vou porque isso iria polemizar com uma pessoa que momentaneamente está em liberdade e condenada em terceira instancia, inclusive", concluiu.

Bolsonaro também foi questionado sobre a filiação de Gustavo Bebianno, ex-secretário-geral da Presidência da República, ao PSDB. Bebianno já foi líder do PSL, partido do qual Bolsonaro acaba de sair:

"Ele é carta fora do baralho. Teve toda sua chance para ser um ministro leal ao Brasil e não teve oportunidade. Eu não quero rememorar o que aconteceu na ocasião de sua demissão. Espero que ele esteja feliz ao lado de João Dória [do PSDB, governador de São Paulo].”

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