Bolsonaristas usam perfis alternativos na internet após serem suspensos pelo STF

BRASILIA, BRAZIL - JULY 09: Roberto Jefferson, political supporter of Brazilian President Jair Bolsonaro, participates in the pro-gun protest amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Esplanada dos Ministérios July 09, 2020 in Brasilia. President Bolsonaro has promoted initiatives to easen restrictions and allow the civil population to have guns. An increase in the posession of them has been registered since 2019. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - JULY 09: Roberto Jefferson, political supporter of Brazilian President Jair Bolsonaro, participates in the pro-gun protest amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Esplanada dos Ministérios July 09, 2020 in Brasilia. President Bolsonaro has promoted initiatives to easen restrictions and allow the civil population to have guns. An increase in the posession of them has been registered since 2019. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

Bolsonaristas alvos do inquérito das fake news recorreram a perfis alternativos na internet após terem suas contas no Twitter e no Facebook suspensas por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O ex-deputado Roberto Jefferson utilizou o perfil da filha, Cristiane Brasil, no Twitter: “Amigos aqui é Roberto Jefferson. Entrei na conta da minha filha para agradecer a todos pelo apoio. Em breve estaremos juntos novamente! Alexandre, não temo sua tirania!”.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

O blogueiro Allan dos Santos usou uma conta alternativa no Twitter (@allandlsantos). O empresário Luciano Hang, pelo Instagram, negou financiar o disparo de fake news.

O Twitter bloqueou contas de alvos do inquérito que apura ataques contra ministros do STF. Também foram tirados do ar os perfis da extremista Sara Winter e o blogueiro Bernardo Kuster.

A ordem é do ministro Alexandre de Moraes, alvo constante de ataques da base de apoiadores do presidente. Ao serem acessadas, as contas apresentam os dizeres: "conta retida" e que a conta" foi suspensa em resposta a determinação legal".

"O Twitter agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)", diz a rede.

A suspensão das contas repercutiu nas redes sociais entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que intensificaram as críticas ao STF, visto como um dos grandes adversários do presidente.

No dia 27 de maio, o relator do inquérito contra as fake news, Alexandre de Moraes, autorizou cumprimento de mandado de busca e apreensão nas residências de Roberto Jefferson e Luciano Hang, por serem alvos do processo.

Leia também