Bola parada preocupa e liga o alerta no São Paulo antes do Majestoso

A derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, na última quinta-feira, pela Copa do Brasil, escancarou velhos problemas do São Paulo de 2017. Os dois gols sofridos no Morumbi se originaram de jogadas de bola parada, o calcanhar de Aquiles do time treinado por Rogério Ceni.

Nos 22 jogos disputados na temporada, o Tricolor já sofreu nove gols de cabeça, sendo sete oriundos de faltas ou escanteios. A equipe vinha de uma sequência de quatro partidas sem ser vazada, mas o revés para os mineiros criou uma dúvida sobre a suposta evolução defensiva do São Paulo.

Baluarte da defesa tricolor, Rodrigo Caio divide as responsabilidades pelas falhas. “Muita gente fala que é erro dos zagueiros, mas é coletivo. Falta na lateral marcamos numa zona com sete jogadores, com mais dois no rebote e mais um na frente”, disse, exemplificando com os gols sofridos no duelo diante do Cruzeiro.

“No primeiro, uma infelicidade nossa. No segundo, o Hudson cabeceou de muito longe. Podíamos evitar os dois gols. A gente treina bastante. O Rogério passa muita coisa para nós. Temos de corrigir para não acontecer mais”, conscientizou-se.

O alerta se faz necessário, principalmente, porque o próximo adversário é o Corinthians, um time que joga de forma semelhante ao algoz Cruzeiro e que deve explorar a bola aérea, a exemplo do Majestoso da primeira fase, em que Jô subiu livre na área para decretar o empate por 1 a 1, no Morumbi.

“O Corinthians tem a mesma proposta de jogo, marca forte, joga por uma bola – fizeram isso no 1 a 1 – e no domingo não será diferente. Então precisamos ter muita atenção para o que aconteceu contra o Cruzeiro não se repetir”, avaliou o camisa 3, que deu a receita para o Tricolor não cair na mesma armadilha imposta pela Raposa.

“Temos que ter calma, rodar a bola e caprichar na finalização. Quando fizermos o primeiro gol, acredito que eles vão se abrir mais e vamos ter oportunidade de marcar outros gols”, concluiu.