Boca e Santos empatam (0-0) em La Bombonera na ida das semis da Libertadores

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O Santos arrancou um empate em 0 a 0 diante do argentino Boca Juniors no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores, disputada nesta quarta-feira no estádio de La Bombonera, em Buenos Aires.

Em um jogo com poucas emoções, nenhuma das equipes conseguiu abrir uma vantagem e com isso a definição da semifinal ficou para a partida de volta no dia 13 de janeiro na Vila Belmiro, onde o Santos tem teoricamente a vantagem de jogar em casa mas o Boca poderá avançar em caso de empate com gols.

Quem vencer este confronto vai enfrentar na final, no dia 30 de janeiro, no Maracanã, o vencedor da outra semifinal, entre o argentino River Plate e o Palmeiras, que venceu o primeiro duelo, como visitante, por 3 a 0.

- Bola no travessão -

O Boca começou com maior determinação e buscou pressionar o Santos, que por sua vez recuou no início, e o time local teve sua primeira grande chance em um excelente passe de Tevez para o colombiano Villa que definiu de pé esquerdo, mas a bola bateu no travessão e foi para fora.

Essa chance seria a mais clara e a única que o Boca teria durante muito tempo, na medida em que o Santos foi se acomodando melhor no jogo, saiu do cerco e equilibrou a partida com uma boa atuação de Yeferson Soteldo.

Hábil e rápido, o jovem venezuelano deu ritmo ao ataque do time paulista, ganhou espaços entre o meio-campo e a retaguarda do Boca, e conseguiu gerar alguma preocupação, embora tenha ficado muito sozinho nas investidas, sem a companhia de Marinho e Kaio Jorge.

Uma bomba de pé esquerdo de meia distância de Pituca que foi direto para as mãos de Andrada e um chute cruzado de direita de Marinho que também foi defendido pelo goleiro do Boca, bem colocado, foram as únicas tentativas do Santos, que se posicionou bem em campo e cumpriu a função de neutralizar o ataque do Boca.

Apesar de garantir sua tranquilidade, o Santos não conseguiu levar perigo aos argentinos, e assim o primeiro tempo acabou quase sem emoções.

- Poucas chances e VAR -

Um chute de Salvio, que John afastou com esforço no início do segundo tempo, deu a entender que o segundo tempo seria mais animado, enquanto o Santos perdeu sua melhor cartada com a saída de Soteldo, provavelmente por cansaço.

De qualquer forma, o time paulista se acomodou e teve um breve momento em que colocou o Boca em apuros, e esteve perto de marcar em um chute de pé esquerdo de Marinho, que procurou o canto, mas encontrou uma boa resposta de Andrada, e depois, com uma bomba de Kaio Jorge, que foi desviada.

O melhor momento do Santos no jogo passou e o duelo esfriou. O Boca teve sua chance em um chute de Tevez, que acabou indo para fora.

Do outro lado, ocorreu a única polêmica da noite: um possível pênalti de Izquierdoz sobre Marinho, mas o árbitro Tobar e o VAR concordaram que não houve falta do zagueiro do Boca.

O empate permaneceu porque Luan Peres apareceu a tempo para roubar a bola de Abila quando o atacante se preparava para definir, e já nos acréscimos, Jara chutou muito alto desde a entrada da área, na última chance do time da casa.

O Santos levou o empate para o Brasil, placar que pode ser positivo, já que vai jogar em seu estádio, mas o Boca, acostumado a obter bons resultados como visitante, também está em condições de conseguir a vaga na final, após os primeiros 90 minutos de um duelo fechado e estudado, como um jogo de xadrez.

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