Blatter e Platini são acusados de fraude na Suíça

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa e Michel Platini, ex-presidente da Uefa foram acusados na Suíça de fraude e outros crimes no caso do pagamento suspeito que os baniu do futebol mundial em 2015.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (2) pelo Ministério Público suíço.

Caberá agora ao Tribunal Criminal Federal de Bellinzona validar a acusação e decidir se instaura processo contra os dois ex-dirigentes, também acusados de gestão desleal, abuso de confiança e falsificação de documentos.

Depois de seis anos de investigação, eles foram acusados de ter acordado ilicitamente um pagamento de 2 milhões de francos suíços da Fifa (US$ 2,2 milhões) a Michel Platini, segundo comunicado do Ministério Público do país.

Platini foi conselheiro de Joseph Blatter entre 1998 e 2002, em seu primeiro mandato na Fifa. Um contrato assinado em 1999 previa uma remuneração anual de 300 mil francos suíços (US$ 328,5 mil).

De acordo com a acusação, em 2011, mais de oito anos após o fim da sua atividade de conselheiro, o ex-capitão da seleção francesa assumiu uma dívida de 2 milhões de francos suíços, que foi paga pela Fifa com o auxílio de Joseph Blatter.

Desde o início das investigações, Blatter e Platini alegam que acordaram verbalmente um salário anual de 1 milhão de francos suíços (US$ 1,1 milhão) para esse trabalho de assessoria.

A acusação de fraude pode levar a cinco anos de prisão.

"Aguardo com otimismo o julgamento no Tribunal Criminal Federal e espero que essa história chegue ao fim e que todos os fatos sejam tratados de maneira adequada", disse Blatter em um comunicado nesta terça-feira.

"Quanto ao pagamento da soma de 2 milhões de francos da Fifa a Michel Platini, só posso me repetir: foi baseado em um contrato oral que regulamentou as atividades de assessoria de Platini à Fifa entre 1998 e 2002."

Blatter disse que o pagamento foi atrasado porque a Fifa não foi capaz de pagar o valor total e que Platini só fez sua reclamação pelo dinheiro em 2010.

O ex-dirigente disse que os pagamentos foram aprovados por todos os órgãos responsáveis da Fifa e que Platini pagou impostos sobre o valor em sua residência na Suíça.

O advogado de Platini Dominic Nellen afirmou no mês passado: "Do ponto de vista da defesa, é claro que a investigação deveria ter sido interrompida há muito tempo. Existem relatórios e documentos suficientes de testemunhas no caso que provam a inocência do meu cliente".

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