Blackstar diz que entrará com liminar para impedir Palmeiras de renovar com Crefisa

Rubnei Quicoli (ao centro), representante da Blackstar International Limited, é ladeado por diretores do Palmeiras
Rubnei Quicoli (ao centro), representante da Blackstar International Limited, é ladeado por diretores do Palmeiras

O representante da Blackstar International Limited, Rubnei Quicoli, diz que entrará com liminar para impedir o Palmeiras de renovar o contrato com a atual patrocinadora, a Crefisa. A empresa que atua no setor de energia limpa e a agremiação não chegaram a um acordo a respeito do patrocínio de quase R$ 1,4 bilhão que a empresa do setor de energia oferecia.

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“Se o Palmeiras renovar com a Crefisa e com a Faculdade das Américas [empresas do mesmo grupo], eu entro com um processo, com uma liminar na hora”, ameaça Quicoli. “O clube tem responsabilidade com 16 milhões de torcedores, sendo que essa [patrocínio] é só uma parte do faturamento do clube, e que não vai afetá-lo. Eu, como palmeirense, preocupado com a gestão do clube, vou entrar com um processo bloqueando [o patrocínio] até que a Crefisa e a FAM acertem o problema referente a essa ação de estelionato criminal, o que acho bem difícil conseguirem, que eu acho que a FAM irá perder, e aí quero ver como fica a situação”.

Quicoli se refere ao processo no qual o empresário José Roberto Lamacchia, proprietário da Crefisa, é acusado de fraude para tomar o controle da associação que comandava a FAM (Faculdade das Américas), que também tem a marca estampada no uniforme palmeirense.

O clube não recebeu na sexta (14) preenchido no prazo o questionário com 19 questões sobre a empresa, que havia encaminhado a Quicoli, que por sua vez classificou como “um insulto à sua inteligência” a direção do Palmeiras pedir informações que exigiriam contato com a firma sediada em Hong Kong, no prazo de 24 horas, para uma sexta, no fim do ano.

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Quicoli havia dado no sábado (15) um ultimato ao clube para que manifestasse sua posição no prazo de 24 horas, o que não ocorreu neste domingo (16). O representante da Blackstar irritou-se ao ver publicadas na mídia textos que atribuíam ao presidente palmeirense, Mauricio Galiotte, questionamentos sobre a idoneidade da Blackstar, a seriedade da oferta, a preferência pela atual patrocinadora Crefisa, e o fato de o mandatário ter demonstrado desinteresse na proposta ao delegar a subalternos as tarefas de recebê-lo e tratar com ele.

Ele divulgou a seguinte carta-aberta na tarde deste domingo (16):

“Foi apresentado juntamente com a carta de intenção a garantia bancária proveniente do HSBC HK a origem dos recursos, quem tem que se preocupar são os órgãos controladores, BC [Banco Central] COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e outros se acaso forem acionados por esses. O patético presidente do Palmeiras é covarde por usar de seu cargo no clube do qual sou torcedor e amo, soltar informações que estão manchando a integridade da empresa e mostra nitidamente despreparo, é totalmente duvidosa sua conduta em não querer reconhecer publicamente aos palmeirenses que sua opção ao atual patrocinador é parcial e de interesses. Cabe lembrar aos palmeirenses que a Faculdade das Américas foi adquiriada de forma ilícita e o processo é público para todos saberem que podem ter problemas com esse patrocinador. Não sou eu que estou denunciando, e sim o Ministério Público do Estado de São Paulo. Cabe ao conselho deliberativo analisar o conteúdo do processo, pois a poucos dias os embargos apresentados foram indeferidos”, disparou Quicoli.

“Vale ressaltar que o presidente reeleito em nenhum momento entrou em contato comigo e mais, o Palmeiras não modificou o interesse do patrocínio. É importante esclarecer que etou defendendo a integridade da empresa que pela boca desse patético presidente levantou dúvidas dos recursos do qual não entendi e é limitado. Cabe ao COF [Conselho de Orientação Fiscal] analisar e jamais um patético dizer aos jornais ‘que vou fechar com a Crefisa e ponto final”, complementou o diretor-financeiro da Blackstar.

À época da eleição, a proposta da Blackstar ganhara contorno político, quando seu valor foi utilizado pela oposição para embasar argumento de que o clube teria outras opções valiosas de patrocínio além da Crefisa, cuja dona, Leila Pereira, é aliada política de Galiotte.

O ex-presidente Paulo Nobre, desafeto de Leila, intermediou a oferta da Blackstar entre Quicoli e o então candidato de oposição Genaro Marino, do grupo de Nobre, que posteriormente encaminhou a carta de intenções a Galiotte.

A Blackstar chegou a acenar com a possibilidade de ofertar o patrocínio a outros clubes.

O blog contatou a assessoria do Palmeiras, que não se manifestou até a publicação do post, e também a assessoria da Crefisa, que optou por não se manifestar.

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