Bitcoin além do investimento: startups ampliam uso da criptomoeda

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(Foto: Getty Images)
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Por Matheus Mans

O bitcoin sempre apareceu como uma alternativa ao dinheiro, mas a verdade é que, até agora, funcionou apenas como ativo de flutuação cambial no mercado financeiro. Algumas startups, entretanto, estão tentando mudar essa situação. 

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Empresas brasileiras estão lançando funcionalidades do bitcoin que atingem o grande público, deixando a moeda seja mais transparente. “Hoje, o bitcoin é visto como investimento como outro qualquer. O uso foi desvirtuado”, diz Sérgio Sant’Anna, analista independente de mercado. “É preciso colocar na mão das pessoas.”

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Uma delas é a BitcoinTrade. Corretora de criptomoedas fundada em 2017, a empresa possui mais de 300 mil clientes — quase todos de olho em investimentos e ganhos em cima da moeda. Vendo tanto ativo em mãos, a empresa decidiu colocar a tecnologia no varejo tradicional com o BitcoinBack.

O sistema funciona como um cashback para a criptomoeda: ao comprar um produto, o valor dele é restituído em bitcoins. A iniciativa conta com Submarino, Carrefour, Lojas Americanas, FastShop, Sephora como parceiros e chega a oferecer até 75% do valor total.

Daniel Coquieri, diretor de operações da BitcoinTrade (Foto: Divulgação)
Daniel Coquieri, diretor de operações da BitcoinTrade (Foto: Divulgação)

“Depois de receber o valor de volta em bitcoin, a pessoa pode fazer o que quiser. Pôr na carteira digital, na corretora”, explica Daniel Coquieri, diretor de operações da BitcoinTrade. “Com isso, queremos que as pessoas tenham contato com as criptomoedas de maneira natural e sem ter que investir nenhum ativo pessoal. É processo de educação financeira”.

Carteira para todos

Do outro lado, em novembro do ano passado, chegou ao Brasil a primeira carteira não-custodiante do País. A startup Bitfy permite que o bitcoin fique à disposição do cliente para ser usado em dezenas de lojas parceiras, como Coco Bambu, Outback, TNG, Centauro, Spotify, dentre outras. Os ganhos com a moeda, enquanto isso, ficam restritos ao mercado.

“A gente criou um serviço que simplifica a entrada das pessoas no mundo das moedas digitais”, explica Lucas Schoch, CEO e fundador da startup. “Ao comprar bitcoins em corretoras para investimento, a pessoa precisa saber os tipos de moeda, as transações, detalhes de mercado. Com a gente, é só comprar e usar a moeda pra fazer muita coisa”.

Coquieri, da BitcoinTrade, acredita que o mercado ainda precisa passar por uma regulamentação pró-mercado para que o uso dentre pessoas comuns deslanche de vez. “Nos últimos anos, muitas corretoras enganaram as pessoas com pirâmides de dinheiros”, diz.

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