Binotto: F1 precisa de "ideias no âmbito esportivo" para melhorar espetáculo em 2022

Jonathan Noble
·3 minuto de leitura

A Fórmula 1 irá introduzir um novo conceito de carro para 2022, que visa permitir que os carros possam seguir uns aos outros mais próximos, melhorando as chances de ultrapassagens. E apesar de muitos verem esse novo regulamento técnico como uma revolução na categoria, o chefe da Ferrari, Mattia Binotto, afirma que é necessário também mudanças esportivas para garantir um bom espetáculo nessa nova era.

Enquanto Binotto vê como positivo o novo regulamento técnico, o chefe da equipe italiana defende que os chefes da categoria precisam olhar também para outros aspectos do esporte como o design das pistas.

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"O regulamento técnico de 2022 é muito restritivo, e isso torna difícil inventar algo novo", disse Binotto à Sky Italia. "Mas a premissa é a correta porque tudo foi projetado para melhorar o espetáculo".

"Os carros perderão menos performance aerodinâmica quando estiverem no vácuo de um rival, o que é bom, mas seria um erro pensar que apenas isso é suficiente. Para melhorar o show, precisamos de novas ideias no âmbito esportivo, não apenas no lado técnico".

"Darei um exemplo: pessoalmente, eu gosto da brita, como vimos em Mugello, onde um erro custa caro a um piloto. Eu sei que a F1 está trabalhando em aspectos do tipo. Chase Carey começou isso e Stefano [Domelicali] deve continuar, e vejo essa como a direção correta".

A F1 já promoveu uma mudança na plataforma comercial para as equipes, visando garantir um grid mais nivelado entre todos com relação aos orçamentos. E há também conversas sobre colocar o controle mais nas mãos dos pilotos, limitando o trabalho dos engenheiros, além de tornar os carros menos complexos tecnicamente.

Binotto é cauteloso, porém, sobre ir além do limite, tirando excessivamente o envolvimento das equipes.

"A complexidade técnica da Fórmula 1 tem sido alvo de muitas discussões. Em várias ocasiões, ouvi propostas para reduzir o número de sensores nos carros para aumentar a incerteza. A ideia pode ser considerada, mas também devemos ter em mente que os sensores contribuem para a segurança, assim como o rádio. Então acredito que precisamos de um meio termo".

"A F1 é um grande esporte e tenho certeza que seguirá brilhando. Temos que ser otimistas e ajudar. É nossa função como equipe, ao lado da FIA, da F1 e da imprensa, de falar aos fãs sobre o esporte sem tirar conclusões precipitadas".

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