Biles admite que abusos sexuais podem ter influenciado em suas decisões nas Olimpíadas

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Biles conquistou somente duas medalhas em Tóquio (Foto: Cheng Min/Xinhua via Getty Images)
Biles conquistou somente duas medalhas em Tóquio (Foto: Cheng Min/Xinhua via Getty Images)

Maior ginasta de todos os tempos, Simone Biles sorriu poucas vezes em Tóquio. Com todos os holofotes sobre si, ela desistiu da maioria de suas competições e conquistou somente uma prata e um bronze. O desempenho, aquém das expectativas, trouxe à tona uma discussão mundial: como está a saúde mental das pessoas? E dos atletas?

Biles, por exemplo, sofreu abuso sexual dentro da própria equipe, pelo médico Larry Nassar, e o denunciou em 2018. Muitas ginastas da seleção americana fizeram o mesmo. À época, Biles disse que estava com tratamento psicológico e que até tomava remédios para dormir. Voltar para o mesmo ambiente onde sofrera os abusos também lhe doía ainda mais.

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"Agora que penso nisso, talvez na minha cabeça, provavelmente sim, porque existem gatilhos que nem conhecemos, e eu acho que posso tê-los", disse, ao Today, quando questionada se os abusos tiveram influência em suas decisões nas Olimpíadas de Tóquio. 

Nas Olimpíadas, Biles abriu mão de cinco finais: deixou a competição por equipes durante a prova, onde ficou com a prova, e sequer entrou para as finais de salto, solo, barras assimétricas e individual geral. A justificativa dela foi de que priorizaria a sua saúde mental. Estava bem fisicamente, mas "variava" emocionalmente. 

Primeira grande competição de Biles após a revelação, Tóquio surgia como a chance de dar a volta por cima de tudo o que aconteceu, como se fosse a superação de todo o problema. Dentro dela, no entanto, ainda há algo a se dominar. 

"Sabia que ainda sendo a cara da ginástica dos EUA, e de tudo que trouxemos, isso não vai ser jogado para fora do tapete. Essa é uma conversa muito longa", explicou. "Ainda temos que proteger os atletas e descobrir por que isso aconteceu, quando e quem sabia".

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