Bilbao, Munique, Roma e Dublin podem deixar de sediar a Eurocopa

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A seleção de Portugal, do atacante Cristiano Ronaldo, é a atural campeã da Eurocopa

Oito das doze cidades programadas para sediar jogos da Eurocopa (prevista para 11 de junho a 11 de julho) se comprometeram a receber o público em seus estádios, o que deixa em aberto o que acontecerá com as outras quatro (Bilbao, na Espanha; Munique, na Alemanha; Roma, na Itália; e Dublin, na Irlanda), anunciou a Uefa nesta sexta-feira.

Estas quatro cidades "têm até 19 de abril para para dar informações adicionais sobre os seus planos e uma decisão final será tomada nessa data" sobre a realização ou não das partidas nestes locais, explicou a entidade que dirige o futebol europeu.

Esta mensagem significa que estas cidades da Alemanha, Itália, Espanha e Irlanda correm o risco de perder o seu estatuto de anfitriã.

Desde março passado a Uefa tem pressionado pela permissão da entrada de público nas arenas que receberão os confrontos de seleções do continente, uma situação complicada devido às atuais restrições de combate à pandemia covid-19, que já forçou o adiamento da Eurocopa de 2020 para 2021.

A capital húngara Budapeste, cujo programa de vacinação está bem adiantado, planeja liberar 100% de ocupação das arquibancadas desde que “os espectadores cumpram as rígidas condições de entrada no estádio”.

Nesta sexta, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, prometeu que todos os cidadãos que quiserem serão vacinados até o início do torneio "e poderão participar do evento com seu cartão de vacinação".

São Petersburgo, na Rússia, e Baku, capital do Azerbaijão, prometeram liberar 50% da capacidade de público em suas arenas, enquanto Amsterdã (Holanda), Bucareste (Romênia), Copenhague (Dinamarca) e Glasgow (Escócia) prometeram ter entre 25 e 33% dos espectadores nos estádios.

Londres planeja ter "pelo menos 25%" de ocupação em seus três jogos da fase de grupos e espera ter a possibilidade de ampliar esse limite nas duas semifinais e a final.

As cidades que dão garantias sobre a presença do público confiam "numa melhoria da situação da saúde nos seus países em junho e julho", devido à campanha de vacinação e uma menor circulação do coronavírus com a chegada do verão na Europa, destacou a Uefa. Resta determinar o que acontecerá com as quarentenas.

São Petersburgo e Baku pensam em aplicar aos torcedores estrangeiros "procedimentos especiais que os isentariam de restrições de entrada ou quarentenas", segundo a Uefa, embora assistir a jogos em Amsterdã, Bucareste, Copenhague, Glasgow ou Londres pudesse ser mais difícil para torcedores de outros países. já que não teriam "nenhuma isenção" e poderiam ter que cumprir um período de isolamento, advertiu a entidade que comanda o futebol na Europa.

- Reembolso dos ingressos -

A Uefa deu aos torcedores até 22 de abril para obterem o reembolso dos seus ingressos, prometendo "soluções especiais" no caso de mudança de locais das partidas ou se forem realizadas sem a presença público.

Mesmo depois de 22 de abril, o fato de se ter um ingresso não garantirá a entrada num estádio: se o número de bilhetes vendidos ultrapassar a capacidade programada destas arenas, a Uefa "organizará um sorteio" e informará em maio "aos não vencedores" sobre o cancelamento de seus ingressos.

Em outro comunicado, a entidade promete uma série de medidas para "proteger a saúde dos espectadores em cada estádio", que vão desde liberação da entrada do público por etapas até o fornecimento de álcool gel ou comercialização de produtos sem contato.

As cidades serão responsáveis pela organização da recepção, alojamento e alimentação dos torcedores fora das instalações esportivas, tendo em conta que este tipo de torneio normalmente gera muita aglomeração e eventos de confraternização ao ar livre.

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