Biden considera boicote diplomático às Olimpíadas de Inverno, realizadas na China

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US President Joe Biden meets with China's President Xi Jinping during a virtual summit from the Roosevelt Room of the White House in Washington, DC, November 15, 2021. (Photo by MANDEL NGAN / AFP) (Photo by MANDEL NGAN/AFP via Getty Images)
Presidente norte-americano Joe Biden, em encontro virtual com Xi Jinping, presidente da China. Foto: (MANDEL NGAN/AFP via Getty Images)

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que está considerando um boicote diplomático às Olimpíadas de Inverno de 2022, que serão realizadas na China. A ação seria uma forma de demonstrar a reprovação ao país oriental pelas alegações de violações dos direitos humanos. Biden disse que "é algo que nós estamos considerando" quando questionado sobre o tema.

O comentário vem poucos dias após uma cúpula virtual realizada entre ele e Xi Jinping, presidente chinês, que teve como objetivo reduzir as tensões entre os dois países, que se intensificaram por causa da pandemia de Covid-19, das políticas comerciais, de Taiwan e de outros pontos críticos.

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Caso o boicote seja confirmado, a relação dos Estados Unidos com a China poderá ser perturbada novamente, aumentando a pressão sobre outros países para que também deixassem de ir aos Jogos. Defensores dos direitos humanos passaram meses fazendo lobby nos bastidores da Casa Branca para que o boicote acontecesse.

Biden, porém, não tem o poder de impor um boicote total dos Estados Unidos a uma edição de Jogos Olímpicos. A decisão é exclusiva dos Comitês Olímpico e Paralímpico dos EUA, que não indicam aceitar a ideia.

Desta maneira, o que pode ser feito pelo mandatário norte-americano seria a ausência de representantes do alto escalão governamental, o que demonstraria grande desprezo por parte da grande potência. A primeira-dama Jill Biden liderou a delegação dos EUA para os mais recentes Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio.

A China vive uma polêmica envolvendo os direitos humanos. Peng Shuai, tenista chinesa ex-número um do ranking mundial, denunciou um episódio de assédio sexual cometido Zhang Gaoli, ex-vice-premiê chinês e, desde então, seu paradeiro é desconhecido.

A tenista de 36 anos fez a acusação na rede social Weibo, único microblog permitido no país asiático, conhecido por muitos como o “Twitter chinês”. Minutos após a publicação, o post acabou censurado e retirado do ar.

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