Ben Olsen, do DC United, fala sobre morte de George Floyd: 'As coisas têm que mudar'


Treinador do DC United, Ben Olsen vive e trabalha no Distrito de Columbia há 20 anos. Na última década, ele, sua esposa e seus três filhos viveram em uma casa em Shaw, bairro apelidado de "Black Broadway" décadas atrás por causa de sua centralidade na música e cultura afro-americanas durante a segregação.

- Estou um pouco mais carregado do que o normal, só porque está no meu bairro agora. Estava aqui. São helicópteros a noite toda. É pesado. Obviamente, há um toque de recolher às sete horas. Eu tenho três filhos agora, isso faz parte do meu foco e garantir que eles entendam o que está acontecendo. E isso não é uma questão simples, mas há uma razão pela qual há angústia e frustração. E não são pessoas protestando e iniciando incêndios e quebrando janelas sem motivo. Há uma frustração que foi construída - disse.

- Isso está diante dos olhos dos meus filhos agora, quando eles saem e vêem, a 30 pés de sua casa, destruição e fachadas de lojas e placas e sinais e mensagens com uma linguagem severa que podem ler. É claro que eles não serão capazes de entender a complexidade disso. Mas, para garantir que eles entendam que há uma razão - há muitas, muitas razões - para que isso esteja acontecendo e que eles farão parte da geração que ajuda a mudar alguns dos problemas sistemáticos que levaram isso a esse ponto - completou.

Ben Olsen reconhece seu privilégio como homem e branco. O treinador revela que na infância, se preocupava com policiais por ser "punk".

- Quando criança, crescemos em uma pequena cidade [onde] os policiais eram um pouco inimigos. Mas isso não foi porque eu temia pela minha vida se houvesse algum tipo de incidente. Foi porque eu era um pouco punk. Quando fui detido pela polícia, era sobre 'eu tenho que pagar essa multa' ou 'vou ganhar alguns pontos na minha licença'. Foi o que passou pela minha cabeça. Então isso é privilégio. E entendo isso um pouco mais agora do que há algumas semanas atrás e meus olhos estão um pouco mais abertos do que há alguns meses atrás. E acho que é saudável, e acho que isso é resultado de pessoas andando pelas ruas e mostrando que basta - revelou.

- Eu também estou usando esse tempo para calar a boca e ouvir. É um momento de ouvir e garantir que estamos apoiando neste momento os jogadores, em particular os jogadores que estão sendo diretamente afetados por esta situação. As coisas têm que mudar - lamentou.











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