Bem melhor, Cruzeiro não deixou o frágil São Paulo jogar

Fernando Graziani
Jogadores do Cruzeiro comemoram gol contra marcado por Lucas Pratto, durante a primeira partida contra o São Paulo FC, válida pela quarta fase da Copa do Brasil 2017.

A notável fragilidade defensiva do São Paulo só pode ser compensada quando o sistema ofensivo do time funciona. Quando isso não ocorre, a equipe vira presa fácil para o adversário, ainda mais quando esse adversário tem um estilo de marcação organizado, disciplinado e entrosado, caso do ótimo Cruzeiro de Mano Menezes.

O 2 a 0 no jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil, nesta quinta-feira, deixou a equipe de Belo Horizonte dentro das oitavas de final da competição. Atuando de forma intensa para impedir o São Paulo atacar e eventualmente conseguir criar oportunidades, o Cruzeiro encaixotou os atacantes tricolores, contando também com as ruins atuações individuais de Luis Araújo, Wellington Nem (algo que já é um padrão), Pratto (marcou um gol contra), Cícero e dos laterais, quase sempre inoperantes.

Do lado do favorito Cruzeiro, Leo e Manuel, os zagueiros, foram muito bem. Os laterais poucos apoiaram e se mostraram competentes para guardar a linha defensiva inicial de quatro homens. No meio-campo, Hudson e Ariel taticamente estiveram perfeitos e Hudson ainda teve tempo para marcar o segundo gol da equipe azul, de cabeça, bem servido por Thiago Neves, discreto, mas ótimo nas bolas paradas.

Só uma hecatombe de proporções históricas fará o São Paulo – que nos jogos contra adversários bons se mostra frágil e escancara um elenco que deixa muito a desejar – devolver o 2 a 0 e levar a decisão para os pênaltis ou vencer por dois ou mais gols fazendo ao menos três.