Beatriz Ferreira garante prata, mas ainda é pouco; entenda por que baiana é favorita ao ouro do boxe

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A finlandesa Mira Porkonen tentou, mas não foi uma pedra no caminho da baiana Beatriz Ferreira, que, após essa vitória, mudou a cor da garantia no pódio; se antes era bronze, agora, a pugilista já tem a prata como certeza. Na final, prevista para ocorrer neste sábado, ela irá enfrentar a irlandesa Kellie Harrington.

— Estar aqui na semifinal, imaginei isso várias vezes e treinei muito. É uma mistura de sensações. Estava concentrada na luta, mas também me divertindo. Estudamos a adversária e tivemos sucesso na estratégia — declarou a pugilista, na última terça-feira.

— (Sobre a medalha) Já consegui a mãe de todas, agora só falta saber a cor dela. A meta é ouvir o meu hino no alto do pódio. Valeu a pena tudo que abri mão para chegar aqui. Não me arrependo de nada que fiz para poder estar aqui. É algo mágico — acrescentou.

Pelas oitavas de final, a baiana enfrentou a taiwanesa Shih-Yi Wu, que era visivelmente mais alta que ela; nas quartas, venceu Raykhona Kodirova, do Uzbequistão, uma riva que, de certo modo, tinha um estilo parecido com o de bia, agressivo e rápido.

No Medalhômetro, projeto do jornal O GLOBO que estimava quais atletas poderiam ganhar uma medalha, especialistas estipularam em 80% as chances de a pugilista conquistar uma das três. O porquê talvez seja por ela ser a atual campeã mundial de sua categoria ou pelo fato de ter participado de mais de 30 torneios e não ter chegado ao pódio em apenas um.

Da primeira vez que competiu em um Campeonato Brasileiro, entrou nos 69kg, uma categoria acima da que disputa, contra uma rival que também era mais alta. Beatriz nocauteou a oponente com 30 segundos de luta.

Treinando em São Paulo, com melhores possibilidades de desenvolvimento, começou a entrar em torneios abertos e ser paga. Não demorou muito para ingressar na seleção e participou da Vivência Olímpica da Rio-2016, programa promovido pelo Comitê Olímpico Brasileiro para jovens talentos, em que foi reserva de Adriana Araújo.

De lá para cá, vislumbrou o futuro pódio e despontou nos ringues, colecionando ouros: no Torneio de Belgrado, em 2017; no Pan-Americano de Lima-2019; e no Mundial de Boxe, também em 2019, se consagrando como melhor do Mundo na sua categoria.

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