Bayern vence egípcio Al-Ahly (2-0) e enfrenta Tigres na final do Mundial de Clubes

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O Bayern de Munique, atual campeão da Uefa Champions League, derrotou por 2 a 0 o Al-Ahly do Egito (vencedor da Liga dos Campeões Africanos) nesta segunda-feira, conquistando assim uma vaga na final do Mundial de Clubes no Catar, onde enfrentará o Tigres do México, na quinta-feira.

Os dois gols da partida, que foi disputada no Estádio Ahmad bin Ali, foram marcados pelo atacante polonês Robert Lewandowski (17 e 86). O Al-Ahly, por sua vez, será o adversário do Palmeiras, também na quinta, na disputa pelo terceiro lugar no torneio.

O Bayern, que busca a conquista de 100% dos títulos em jogo em 2020 (Champions, Bundesliga, Copa da Alemanha, Supercopa da Alemanha, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes) já está a um passo de coroar sua histórica temporada, com perfeição.

Se conquistar o torneio no Catar, vai se tornar o segundo time depois do Barcelona em 2009 a ganhar todos os seis títulos nacionais e internacionais em disputa em uma única temporada.

Para isso, terá que vencer na quinta-feira, às 15h (horário de Brasília), a revelação da competição, o Tigres do México, que derrotou o Palmeiras na outra semifinal.

Lewandowski, eleito o melhor jogador do mundo de 2020 pela Fifa, abriu o placar em uma jogada na área egípcia, e decretou a vitória com uma cabeçada nos minutos finais após um cruzamento de Leroy Sané da linha de fundo.

"Foi um jogo muito bom e estamos prontos para a final", disse Lewandowski.

"Queremos conquistar outro título - o sexto título nesta temporada", acrescentou o astro polonês. "É um Mundial, que é sempre algo especial. Espero que possamos jogar ainda melhor na final e que tenhamos mais chances de gol", acrescentou o atacante.

Lewandowski, o maior goleador da Bundesliga, já marcou 29 gols em 27 partidas pelo Bayern nesta temporada.

Com dois gols, o atacante polonês lutará na final para ser o artilheiro do Mundial de Clubes com o francês do Tigres, o francês André-Pierre Gignac, que já marcou três vezes.

- Diferença grande -

Ao longo da partida os jogadores comandados pelo técnico Hansi Flick tiveram mais e melhores chances do que o time norte-africano, que havia eliminado nas quartas de final o time da casa, o Al Duhail.

No início do segundo tempo a equipe egípcia ganhou confiança e se aproximou da baliza defendida por Manuel Neuer. O Bayern mostrou cansaço em alguns momentos após uma espera de sete horas em um avião devido a um atraso no seu voo provocado pela neve que caiu sobre Berlim.

Mas a posse de bola de quase 70% refletiu a superioridade bávara. Os 12 mil espectadores presentes no estádio, rigorosamente testados, com máscaras e espalhados pelas arquibancadas, viram o Bayern chutar 23 vezes a gol, enquanto o Al-Ahly apenas conseguiu disparar duas bolas na direção do gol de Neuer.

Flick não parece ter sentido que a vitória corria riscos. E, talvez pensando na final contra o Tigres, tirou de campo Thomas Müller e Serge Gnabry, autor do passe para o primeiro gol de Lewandowski.

"Acho que merecemos a nossa classificação para a final e poderíamos ter marcado mais gols. Demoramos um pouco para entrar no ritmo de jogo, mas quando o fizemos dominamos a partida. Estamos muito felizes com o trabalho defensivo do time", disse o treinador após a partida.

Flick comentou a presença da torcida, em sua grande maioria do Al-Ahly. "Na Alemanha, jogamos em estádios vazios, jogar para o público é algo um pouco diferente para nós. Como técnico, ouvimos menos minha voz do que em um estádio vazio", acrescentou o técnico.

Um número pode explicar porque todas os Mundiais de Clubes desde 2013 foram vencidos por times europeus: o valor total da equipe do Bayern é estimado em 879 milhões de euros (mais de 1 bilhão de dólares), contra os 25,5 milhões de euros do Al-Ahly.

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