Cruzeiro sofre gol no começo, mas estreia na Sul-Americana vencendo de virada

Belo Horizonte, 4 abr (EFE).- Um gol sofrido logo aos quatro minutos do primeiro tempo serviu como susto para a torcida celeste presente no Mineirão, mas o Cruzeiro estreou na Copa Sul-Americana nesta terça-feira com uma vitória sobre o Nacional do Paraguai por 2 a 1 de virada.

Santana, de cabeça, colocou o representante paraguaio na frente logo nos instantes iniciais. Porém, Thiago Neves deixou tudo igual ainda na primeira etapa, confirmando a boa fase três dias depois de ter marcado no clássico contra o Atlético-MG. Ábila, que entrou no decorrer do confronto, desempatou depois do intervalo e colocou a Raposa em vantagem na eliminatória.

Com o resultado, o bicampeão da América jogará pelo empate na segunda partida, marcada para 10 de maio, em Assunção. O Nacional, por sua vez, terá de vencer por 1 a 0 ou por uma vantagem ainda maior.

Quem avançar estará na fase de 16 avos de final da Sul-Americana, que terá os 22 classificados da primeira eliminatória e dez remanescentes da Taça Libertadores.

Mano Menezes repetiu dez dos 11 titulares na vitória sobre o Atlético, também por 2 a 1, no último sábado. A exceção foi a entrada de Mayke em lugar de Ezequiel na lateral direita.

No Nacional, que faz campanha ruim no Torneio Apertura do Campeonato e ocupa a penúltima posição, o jogador mais conhecido é o meia-atacante Salgueiro. Ele defendeu o Botafogo no ano passado, mas não obteve muito destaque no Alvinegro.

O favoritismo era todo da Raposa, mas quem abriu o placar, logo aos quatro minutos de bola rolando, foi 'La Academia'. Após cobrança de falta, Santana cabeceia, e, adiantado o goleiro Rafael não consegue defender.

Como poderia se esperar, o Cruzeiro se lançou ao ataque, mas levou outro susto aos 11 minutos. Agora no escanteio, Santana voltou a levar perigo no cabeceio, mas desta vez errou o alvo. Um minuto depois, também na bola parada, Tiago Neves fez o chuveirinho e nenhum cruzeirense conseguiu completar para a rede.

No começo, o time anfitrião teve dificuldades na criação e apelava para os lançamentos. Aos poucos, porém, foi colocando a bola não chão e trocando passes. Até que aos 21 minutos Arrascaeta encarou a marcação e sofreu falta perto da área. O próprio uruguaio cobrou e acertou a trave.

Já mais organizado, o Cruzeiro empatou o jogo aos 25, com mais uma participação de Arrascaeta. Agora, ele deu passe para Thiago Neves, que girou para cima da marcação e concluiu no canto esquerdo, superando o goleiro Giménez.

O gol deixou no tetracampeão brasileiro uma mistura de calma com acomodação. Aos 29, Rafael Sobis dominou dentro da área, fez o giro e procurou algum companheiro, mas deu um presente para a defesa.

Pouco exigido até então, o goleiro Rafael fez linda intervenção aos 35. Rojo levantou da direita, Bareiro cabeceou firme e parou no arqueiro cruzeirense. Pouco depois, o centroavante teve de ser substituído por contusão, o que também aconteceu com Paniagua.

Nos acréscimos, aos 46, Santana voltou a assustar, agora com um chute de fora da área. Rafael saltou e nada achou, mas a bola foi para fora, rente à trave esquerda.

O Cruzeiro voltou melhor que o Nacional para o segundo tempo, mas continuava cometendo erros por afobação. Sobis tentou dois chutes em pouco mais de um minuto, aos cinco e aos seis, mas os dois foram fora. Aos 11, Rafinha progrediu pela direita e cruzou por baixo, mas Thiago Neves não alcançou.

Por mais que ainda não esteja em plena forma, Thiago Neves não se escondia. Ao contrário, era um dos que mais chamava ao jogo. Aos 17, o ex-jogador de Fluminense e Flamengo driblou na meia esquerda e bateu de fora buscando o ângulo, mas encobriu o travessão por centímetros.

Quem resolveu, entretanto, foi Ábila, que desempatou aos 21, pouco mais de três minutos depois de ter entrado na vaga de Rafinha. Depois de chutão de Mayke, 'Wanchope' trombou na área, levou a melhor, driblou o goleiro e estufou a rede com um chute forte.

Na tentativa de empatar rapidamente, García bateu colocado da meia direita, buscando o canto esquerdo baixo, aos 23 minutos. Atento, Rafael espalmou para escanteio.

Os visitantes voltaram a marcar aos 27, com Villagra, que, contudo, estava impedido, e o lance foi anulado. Na resposta da Raposa, aos 31, Thiago Neves preparou e Arrascaeta chutou por cima.

Sem encontrar grande resistência, o Cruzeiro passou a administrar o placar mantendo-se no campo de ataque, mas não conseguia criar muitas chances para aumentar a diferença. Aos 43, Arrascaeta driblou pela ponta esquerda e encontrou Ábila, que brigou na área. Hudson encheu o pé no rebote e por pouco não aumentou. Logo depois, livre dentro da área, Manoel concluiu pela linha de fundo.


Ficha técnica:.

Cruzeiro: Rafael; Mayke, Leo, Manoel e Diogo Barbosa; Hudson e Ariel Cabral; Thiago Neves, Rafinha (Ábila) e De Arrascaeta; Rafael Sobis (Élber). Técnico: Mano Menezes.

Nacional-PAR: Giménez; Servín, Dávalos, Jacquet e Rojo; Santana, Argüello, Paniagua (Orzuza) e Salgueiro (Núñez); García e Bareiro (Villagra). Técnico: Roberto Torres.

Árbitro: Juan Soto (Venezuela), auxiliado pelos compatriotas Jorge Urrego e Franchescoly Chacón.

Cartões amarelos: Mayke e Hudson (Cruzeiro); Servín (Nacional).

Gols: Thiago Neves e Ábila (Cruzeiro); Santana (Nacional).

Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte. EFE