Bayern e o fantasma da derrota da Alemanha para o México na Copa da Rússia

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Lewandowski, atacante polonês do Bayern de Munique, comemora gol sobre o egípicio Al-Ahly na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa

Quando se aproxima a final do Mundial de Clubes da Fifa entre o mexicano Tigres e o alemão Bayern de Munique, na quinta-feira, no Catar, vem à memória a vitória do México sobre a Alemanha por 1 a 0 na Copa do Mundo de 2018, lembrando que o pequeno pode vencer um gigante.

No dia 17 de junho de 2018, a seleção alemã deu início à defesa do título mundial conquistado no Brasil quatro anos antes. Os alemães eram os rivais a serem batidos, e as apostas eram sobre quantos gols marcariam na equipe mexicana na primeira partida do Grupo F, no estádio Luzhniki, em Moscou.

Mas um gol de Hirving Lozano tirou das nuvens a equipe dirigida por Joachim Low, que acabaria eliminada da competição na primeira fase do torneio como lanterna da chave, enquanto o México passaria para os oitavas em segundo lugar.

O capitão do Bayern de Munique, goleiro Manuel Neuer, estava em campo naquela partida que determinaria o destino da seleção da Alemanha no Mundial de 2018.

Agora, Neuer terá na frente o francês André-Pierre Gignac, o colombiano Luis Quiñones ou o paraguaio Carlos González como atacantes do Tigres, que buscarão repetir o feito da seleção dirigida por Juan Carlos Osorio no estádio russo.

"Me lembro do jogo de 2018 contra o México, e não é uma memória positiva", confessou Neuer após a classificação para a decisão do Mundial de Clubes da Fifa, com a vitória por 2 a 0 sobre o egípcio Al-Ahly (2-0).

O goleiro também sabe o que é sofrer um gol de um jogador do Tigres. Gignac, quando atuava pela seleção da França, marcou um dos gols na vitória por 2 a 0 sobre os alemães num amistoso em novembro de 2015.

- Tigres 'mereceu ir à final' -

Mas Neuer não é o único integrante do clube de Munique a ter vivido a derrota para os mexicanos na Rússia. Joshua Kimmich, Jérôme Boateng e Thomas Müller também disputaram aquela partida, enquanto Leon Goretzka e Niklas Süle estavam entre os reservas.

Todos eles vão querer uma espécie de vingança simbólica contra o time mexicano, que conta os zagueiros Carlos Salcedo e Hugo Ayala e o lateral Javier Aquino, que defendiam a seleção norte-americana em Moscou.

A motivação não faltará para um Bayern que buscará o sexto título referente à temporada de 2020.

"Olhamos para a final e desejamos a vitória", acrescentou o goleiro alemão.

"Se conseguirmos o sexto título podemos fazer história e deixar uma marca. Vamos ver o que acontece na final contra o Tigres", disse o goleiro alemão.

Mas o treinador do Bayern, Hansi Flick, não precisa recorrer a essas memórias para avaliar a dificuldade que o duelo contra o time do México irá representar.

“Eu vi o time mexicano na outra semifinal, é um time muito bom, muito atlético, muito bom, talentoso”, disse Flick.

"Viajamos para o Qatar porque queremos conquistar outro título", acrescentou o técnico alemão, cuja equipe está a uma vitória de se igualar ao Barcelona de Pep Guardiola, o único até agora a conquistar seis títulos em jogo em uma temporada.

"O Tigres me impressionou muito, sua forma de administrar o jogo, acho que eles mereceram uma vaga na final", acrescentou o técnico alemão.

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