Bases que abrigam tropas dos EUA são atacadas por mísseis no Iraque; Irã assume autoria

Irã ataca base norte-americana no Iraque - Foto: Reprodução/Twitter/Agência Estatal Iraniana
Irã ataca base norte-americana no Iraque - Foto: Reprodução/Twitter/Agência Estatal Iraniana

Duas bases utilizadas pelos Estados Unidos foram atingidas por mais de uma dúzia de mísseis nessa terça-feira (07), de acordo com o Pentágono. Uma dela é a base de Ain Al-Asad, no oeste do país e a outra se localiza em Erbil, região curda do Iraque. Ainda não há relatos de feridos ou mortos.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

A rede estatal de TV iraniana informou que o Irã lançou "dezenas" de mísseis contra a base, de acordo com informações da agência Associated Press. Segundo o veículo, trata-se da operação de vingança de Teerã contra a morte do general Qassem Soleimani, morto na semana passada em um ataque aéreo americano no Iraque.

Leia mais sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã

Um comunicado oficial da Guarda Revolucionária Iraniana afirma que: “Os corajosos soldados do IRGC unidos lançaram um ataque com dezenas de mísseis contra a base militar de Al Asad em nome do mártir general Qasem Soleimani”, em uma operação que teria sido denominada como “Mártir Soleimani”.

A Guarda Revolucionária ameaçou atacar aliados norte-americanos como Israel. "Estamos alertando todos os aliados dos americanos, que deram suas bases ao seu exército terrorista, de que qualquer território que seja ponto de partida de atos agressivos contra o Irã será alvo", declarou a Guarda Revolucionária do Irã por meio da Irna, a agência de notícias oficial iraniana.

O grupo também alertou os Estados Unidos para que retirem tropas da região para evitar a morte de mais soldados. A guarda afirmou também que, se os Estados Unidos retaliarem o ataque, iriam responder à ofensiva "dentro da América".

Cerca de 1,5 mil soldados estariam abrigados na base de Al-Assad, na província de Anbar, de acordo com informações da Associated Press

Segundo um porta-voz, o presidente Donald Trump está a par do ocorrido e monitorando a situação.


Leia também