Barulho de mesquita e surto de Covid-19: os desafios do Japão antes da estreia na Copa do Mundo

Jogadores japoneses durante atividades realizadas nesta terça-feira, no Qatar (Foto: Divulgação/JFA)


Com o seu Japão em um grupo com Alemanha, Espanha e Costa Rica, o técnico Hajime Moriyasu apostava em um disciplinado programa de treinamentos no Qatar para conseguir cumprir o objetivo pessoal de levar os asiáticos às quartas de final da Copa do Mundo. Só que as coisas não saíram como ele esperava.


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Sim, por um lado os 'samurais azuis', como os japoneses chamam sua seleção de futebol, atenderam parte do cronograma planejado. A equipe desembarcou no vizinho de Oriente Médio com sete atletas contundidos. Em um trabalho de fazer inveja a muito time brasileiro, absolutamente todos estão liberados para a estreia ante os alemães, às 10h desta quarta-feira.

O atacante Junya Ito, do Reims, da França, última dúvida nipônica, treinou sem limitações nas atividades desta terça-feira e deve ir para o jogo sem nenhum efeito na panturrilha direita.

Mas as coisas começaram a se complicar. A começar pelo campo de treinamento. Moriyasu determinou um calendário com três períodos de treinamentos. Foi obrigado a cortar as atividades planejadas para a manhã por conta do estádio ser vizinho de uma mesquita e a cantoria invadir o campo de jogo, impossibilitando que as instruções fossem dadas aos jogadores.

Já seria motivo o suficiente para os metódicos japoneses perderem a paciência. Mas tem mais. Como parte do programa de expansão do futebol no país, a Federação Japonesa iria bancar a viagem de parte de sua seleção sub-19 para realizar treinamentos com os adultos e acompanhar a rotina de um Mundial. Mas os dez atletas selecionados foram diagnosticados com Covid-19 após uma série de atividades na Espanha e tiveram sua entrada em Doha vetada.

Nada que tire o otimismo dos samurais, segundo o presidente da Federação Japonesa, Kozo Tashima, que estipulou planos de chegar pelo menos à final do Mundial até 2050.

- Os jogadores estão realmente pensando: 'Vamos mostrar nosso futebol', 'mirar no topo' e 'novo cenário'. Se queremos ganhar a Copa do Mundo no futuro, temos que lutar contra times como estes (Alemanha e Espanha). Se acontecer, será um grande passo para o futebol japonês e ficará para a história.