Bartra pede paz após se ferir em ataque à bomba na Alemanha

O caminho do Borussia Dortmund nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, diante do Monaco, começou de maneira trágica. E não pela derrota dos alemães nesta quarta-feira, dentro de casa, mas sim pelo ataque à bomba sofrido pela delegação da equipe amarela na terça-feira, que acabou ferindo o zagueiro Marc Bartra.

Único do elenco a se machucar com a explosão, o jogador espanhol postou uma emocionante carta de agradecimento nesta sexta-feira, agradecendo o apoio dos companheiros e dos torcedores e fazendo um pedido de paz no mundo. Ele foi submetido a uma cirurgia para a correção de uma fratura no braço direito, depois de ser atingido por estilhaços.

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Uma publicação compartilhada por Marc Bartra (@marcbartra) em Abr 14, 2017 às 3:38 PDT





“Quero dizer que o susto desses dias está diminuindo cada vez mais, somado ao desejo de viver, lutar, trabalhar, rir, chorar, sentir, querer, acreditar, jogar, treinar, seguir aproveitando minha gente, meus companheiros, minha paixão”, publicou o atleta, que também completou.

“A única coisa que peço, a única, é que todos possam viver em paz. Obrigado aos doutores, enfermeiros, fisioterapeutas e pessoas que me ajudaram a me recuperar para que tudo fiquei perfeito. Também a milhões e milhões de pessoas, imprensa, organizações de todo tipo, ao Borussia, e companheiros, que me enviaram apoio e carinho”.

Ainda no hospital, Bartra publicou uma foto no Instagram recebendo visita dos familiares. A expectativa é de que ele retorne aos gramados dentro de um mês.

A explosão ocorreu na última terça-feira, quando a delegação do clube alemão se dirigia ao Signal Induna Park para o primeiro duelo das quartas. Depois disso, a partida foi adiada para quarta-feira e os aurinegros saíram derrotados por 3 a 2. O confronto da volta será realizado no dia 19 de abril, no estádio Luis II, em Mônaco.

Confira a íntegra da carta publicada por Bartra:

Hoje volto a receber no hospital a visita mais feliz. Elas são tudo, a razão pela qual sempre luto para superar os obstáculos, e este foi o pior da minha vida, uma experiência que não desejo para ninguém neste mundo. A dor, o pânico e a incerteza de não saber o que está acontecendo, nem quanto tempo poderia durar. Foram os 15 minutos mais longos da minha vida.


Por tudo isto quero dizer que o susto desses dias está diminuindo cada vez mais, somado ao desejo de viver, lutar, trabalhar, rir, chorar, sentir, querer, acreditar, jogar, treinar, seguir aproveitando minha gente, meus companheiros, minha paixão. De defender, de sentir o cheiro do gramado antes das partidas e ganhar motivação. De ver a arquibancada cheia de gente que amam nossa profissão, gente boa que só quer sentir emoção para esquecer do mundo em que vivemos, cada vez mais louco.


A única coisa que peço, a única, é que todos possam viver em paz.


Nestes dias, quando vejo meu braço, inchado, sabe o que sinto? Orgulho. Pensando que todo o mal que queriam fazer na terça, terminou com isso.


Obrigado aos doutores, enfermeiros, fisioterapeutas e pessoas que me ajudaram a me recuperar para que tudo fiquei perfeito. Também a milhões e milhões de pessoas, imprensa, organizações de todo tipo, ao Borussia, e companheiros, que me enviaram apoio e carinho. Por menor que seja, me deu muita força para seguir adiante.