Barrichello estreia no Sertões em etapa maratona com a RMattheis

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Com dois campeões da Stock Car, Rubens Barrichello e Felipe Fraga, e um campeão do próprio Sertões, Rafael Cassol, a equipe RMattheis iniciou sua jornada de estreia no maior rali das Américas ontem no Autódromo Velocitta, no interior de São Paulo. O trio se revezará ao volante tendo sempre como navegador o experiente Eduardo Bampi no time comandado por Rodolpho Mattheis.

Barrichello se junta ao time para estrear na competição, acelerando nas etapas 2 e 3 – que são “maratona”, ou seja, não permitem manutenção entre as provas, dando uma importância ainda maior a um bom resultado e principalmente uma boa resistência do equipamento.

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A jornada de quase 5.000 quilômetros do interior de São Paulo, em Mogi Guaçu, até Barreirinhas, no Maranhão, teve início complicado para o time, ainda com Cassol ao comando do carro. Após uma falha no acelerador fazer com que o carro abandonasse o prólogo apenas 100 metros da largada, hoje um novo problema no motor, especificamente na bomba d’água, impediu que o time completar o dia 1 do Sertões 2020.

“Infelizmente está sendo um começo ainda mais complicado do que já normalmente esperamos para prova tão exigente como o Sertões. A falha na bomba d’água decorre de uma peça que vem em conjunto com o motor contratado para esta competição", disse Mattheis.

"Isso fica fora do controle da equipe, que, mesmo se dedicando muito com os acertos finais, não tem autonomia sobre as peças deste motor. Mas estamos em contato permanente com o fornecedor para que os problemas sejam solucionados o mais rápido possível. O rali é longo, temos ainda seis dias pela frente e estamos ansiosos para que o Rubens consiga uma etapa 2 livre de problemas, especialmente por ser maratona”, completou.

Após Barrichello assumir o volante nesta segunda, pilotando por três dias, na sequência é a vez de Fraga conduzir o carro da equipe RMattheis até o final do Sertões no dia 7 de novembro, no Maranhão.

Barrichello desembarca da Argentina para correr no Sertões

De Córdoba para Brasília. Do Super TC2000 para o Sertões. Quatro rodas sempre, mas em universos completamente distintos. Depois de acelerar na Argentina ao longo do domingo, Barrichello entrou na Bolha 1 do maior rali das Américas já no fim da noite de domingo.

Ele reencontrou o buggy Giaffone V8 que teve a chance de testar uma vez para sua estreia no off-road. E não terá pela frente desafio dos mais simples. Nesta segunda, a primeira parte da etapa Maratona, com 353km, tida como a especial mais desafiadora desta edição.

Com a possibilidade de chuva, mudando as condições do terreno e criando um fator a mais em meio a tantos aprendizados. Aos 48 anos, o vice-campeão mundial de F1 pela Ferrari pilotará pela primeira vez tendo ao lado alguém para ditar seu ritmo e alertar sobre o que vem pela frente. Não por acaso, além da gratidão por mais uma experiência no automobilismo, ele usou a palavra respeito para um primeiro contato com o cross-country.

Cansado da viagem, mas feliz com a oportunidade, Rubinho foi fiel à característica que sempre o acompanhou nas pistas: o cuidado com os detalhes. Assim que entrou na cabine do 'bugão', pediu informações, deu sugestões e procurou se sentir o mais confortável possível no novo mundo do Sertões. Se haveria pouco tempo para descansar, a eterna juventude ao volante e a paixão pela velocidade o fizeram encarar uma primeira maratona.

"Gratidão é a palavra certa, porque, um cara na minha idade, que correu na Argentina e conseguiu fazer tudo organizado para chegar hoje, quase 23h para sentar no carro, ver se o banco está bom, como é que está tudo, para estar às 6h na prova, é por muito amor. Não posso ter pretensão de achar que, porque eu corri de alguma coisa, vou andar bem no Sertões. Para que ele me abrace, eu preciso respeitá-lo", disse Barrichello.

"Meu pai sempre me falava para entrar no mar com respeito, e é esse o espírito. Fiz um treino, mas não tenho muita noção do que esperar. Essa primeira fase é uma fase muito mental - ele está falando uma referência '2'; '2' é difícil, fácil? O rali é totalmente diferente, você passa por uma curva e vai esquecer dela. O meu navegador vai ter que me conhecer e eu a ele, e isso a gente só vai conseguir no caminho."

"Vou me concentrar para fazer as coisas certinhas e ter uma margem para conhecer cada vez mais e, amanhã, no fim, poder me sentir mais tranquilo. A gente quer adquirir experiência. Tenho muito prazer de estar aqui, estou bem entusiasmado", completou.

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