Barcelona viaja com missão de bater Benfica na Champions e fugir da crise

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Lionel Messi foi anunciado como jogador do Paris Saint-Germain em 10 de agosto de 2021. O Barcelona entra em campo para enfrentar o Benfica nesta quarta-feira (29), 50 dias depois, ainda sob a sombra do argentino.

Ela fica mais forte a cada partida ruim da equipe, nas constantes declarações do técnico Ronald Koeman a tentar empurrar a culpa da má fase para outros, na crise financeira e no risco, surpreendente, de eliminação na fase de grupos da Champions League.

Esta ainda não é levada a sério, mas isso pode mudar. Bastaria uma derrota em Lisboa pelo Grupo E. Na estreia, o Barcelona foi massacrado, em casa, pelo Bayern de Munique (ALE) por 3 a 0.

A partida diante do Benfica, marcada para às 16h, será transmitida pelo HBO Max.

Veja a tabela de classificação e os jogos da rodada da Champions League "A presença de Lionel Messi disfarçava tudo. Todos parecen melhores do que são por causa dele", disse Koeman em entrevista recente.

O Barcelona vem de uma sequência de atuações sofríveis que vai além da queda diante do Bayern. Com futebol fraco, empatou com Granada e Cádiz. Desesperada para ter algum otimismo, a torcida tratou a volta de Ansu Fati como o retorno do filho pródigo.

O atacante de 18 anos, nascido em Guiné-Bissau, passou dez meses afastado por causa de lesão no joelho. Voltou no último domingo (26), na vitória por 3 a 0 sobre o Levante, pelo Campeonato Espanhol. Entrou a 10 minutos do fim e fez um gol. Ele herdou a camisa 10 que era de Messi.

O clube conseguiu reduzir o peso do elenco no orçamento desta temporada. Isso foi possível por ter contratado apenas jogadores livres no mercado, perdido Messi, e porque peças-chave do elenco (como Piqué) aceitaram ganhar menos. Segundo o presidente Joan Laporta, hoje 90% de tudo o que o Barcelona arrecada vai para a folha salarial. O ideal é chegar a 70%.

"Se tivéssemos renovado com Messi, este percentual seria de 110%", afirma, antes de culpar seu antecessor, Josep Bartomeu, por deixar uma "terrível herança" financeira.

A pergunta que ninguém no Camp Nou quer considerar é se não teria sido melhor vender o argentino em agosto de 2020. Em desacordo com Bartomeu, ele pediu para ser liberado. Com ainda um ano de contrato pela frente, desejava se transferir para o Manchester City (ING), que estava disposto a oferecer 100 milhões de euros (R$ 640 milhões em valores atuais) mais três jogadores.

A repercussão entre os torcedores foi tão ruim que a diretoria afirmou que o negociaria apenas pela multa rescisória de 500 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões em valores atuais).

Messi ficou mais uma temporada e ajudou a equipe a vencer a Copa do Rei. Nos torneios mais importantes, não teve sucesso. O Barcelona ficou em 3º na liga espanhola e foi eliminado nas oitavas de final da Champions League.

Koeman admite saber que a transição seria difícil. Não seria possível perder alguém que nomes históricos do clube, como Pep Guardiola e Xavi, consideram o maior jogador de todos os tempos e continuar o mesmo.

Mas o treinador tem encontrado dificuldades para fazer o time mostrar bom futebol. Na temporada passada, o Barcelona sofreu 38 gols em 38 jogos. Em mais de uma entrevista, o treinador confessou que o elenco não é forte o suficiente para brigar por títulos. Discurso bem diferente do empregado em sua apresentação, quando viu talento para vencer todas as competições.

As contratações ofensivas até agora não brilharam. Sergio Aguero chegou do Manchester City com a promessa de atuar ao lado de Lionel Messi, antes de vê-lo ir embora dias depois. Lesionado, ainda não estreou. O holandês Memphis Depay, pedido de Koeman, saiu do Lyon (FRA) para a Catalunha.

Sua carreira em clubes ainda está marcada pela passagem pelo Manchester United (ING), onde chegava atrasado aos treinos e, ao ser advertido pelos jogadores mais veteranos, respondeu que aquilo pouco importava porque ele dirigia um Rolls Royce.

Uma das esperanças para dar força ofensiva ao time, o brasileiro Philippe Coutinho ainda não conseguiu ser o mesmo jogador que se destacou no Liverpool (ING) e fez o Barcelona pagar 110 milhões de euros em 2018 (R$ 704 milhões em valores atuais) pela sua aquisição.

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