Barcelona? Maior ídolo do Real coloca Atlético de Madrid como rivalidade maior

Goal.com

Líder de La Liga após 21 rodadas, o Real Madrid enfrenta neste sábado (31) o seu eterno rival na busca para reconquistar o campeonato nacional após duas temporadas.

Barcelona? Que nada. Estamos falando do Atlético de Madrid. Ao menos, da maneira como o maior símbolo e craque do Real em todos os tempos se referia aos rojiblancos.

Alfredo Di Stefano marcou um antes-e-depois na história do próprio Real Madrid (que antes de sua chegada, na década de 50, tinha apenas dois títulos espanhóis) e na rivalidade contra o Barcelona.

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Isso porque o argentino inicialmente havia acertado com os catalães, antes de terminar no Real Madrid graças a uma das maiores confusões já feitas na história das transferências.

Mas o interessante é que o eterno craque, falecido em 2014, sempre tratou os clássicos contra o Atleti como os mais importantes.

“Para mim, a rivalidade da época era com o Atlético de Madrid”, disse Di Stéfano em entrevista publicada no livro “Fear and Loathing in La Liga”, do jornalista Sid Lowe. “Eles tinham um bom time e estavam do nosso lado (...) o Barcelona? Eles estavam a mais de 600 km de distância”, explica o hispano-argentino, que também citou a admiração e amizade que tinha em relação a craques do Barça, como Kubala, como outro motivo que amenizava a sensação de rivalidade por parte dos jogadores.

Di Stefano deixa claro, contudo, que esta era a sensação dos jogadores. As questões políticas envolvendo Catalunha e o governo central de Madri, obviamente, faziam os torcedores interpretarem de outra maneira.

“Nós somos jogadores de futebol, não guerreiros da política”, sentenciou.


Alfredo Di Stefano Real Madrid
Alfredo Di Stefano Real Madrid

Já mais velho, na transição do século XX para o XXI, Di Stéfano viu a relação com o chamado “eterno rival” ficar mais fria por causa do rebaixamento e falta de competitividade do Atleti.

Em determinado momento, a torcida do Real Madrid chegou até mesmo a fazer uma faixa na qual dizia que não tinha mais rival em sua própria cidade – com a intenção de provocar os colchoneros, evidentemente.

Isso mudou nos anos mais recentes, com os rojiblancos voltando a disputar taças e protagonizando duelos históricos contra os merengues: venceram final de Copa do Rei e perderam duas decisões de Champions League. Semanas atrás, o Real bateu o Atleti na polêmica Supercopa Espanhola.

O Derby de Madri não precisa ser comparado ao Superclássico para exercer sua importância: quando merengues e colchoneros se enfrentam, a tensão e obsessão pela vitória sempre entram em campo de qualquer forma. E em alto nível.

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