Bando de Loucos: Respeitem o Jô

 

Durante a Pré-Temporada, muita coisa ruim se ouviu sobre a contratação de Jô.

Que o centroavante era uma piada, que nunca foi tudo isso, que só iria onerar o clube pelo seu alto valor e que mais atrapalharia do que ajudaria. Principalmente quando se comparava com os centroavantes dos demais grandes brasileiros.

As comparações não ajudavam. Era quase desumano e só criava um ranço desnecessário, vindo inclusive da própria torcida do Corinthians. A desconfiança sobre seu passado também pairava nas mesas redondas da vida. Cachaça, balada, a vida noturna. Rótulos.

Jô Corinthians Novorizontino Paulista 15022017

A situação só piorou quando Jô perde um pênalti na derrota para o Santo André (mesmo tendo convertido outro contra o São Bento uma rodada antes) e sai injustamente vaiado na vitória contra o Novorizontino.

Só que o Futebol é dinâmico. Muito dinâmico.

Jô se converteu evangélico largou a noitada, e treinou, treinou, treinou. O tempo iria sorrir para Jô.

Capitaneado por Carille e acompanhado por demais reforços, o Corinthians andou, e ao lado do parceiro e rival por posição, Kazim, Jô aconteceu. Numa disputa saudável, Kazim acabou ajudando Jô a dar a volta por cima. Jô decidiu os dois maiores jogos do Corinthians neste trimestre: os clássicos contra Palmeiras e Santos, respectivamente Campeão e Vice-Campeão do Brasileiro de 2016. Ambos com elencos milionários e na Libertadores da América.

O Corinthians venceu os dois clássicos.

Os dois, com gol de Jô.

E as críticas cessaram. Vieram aplausos. Inclusive de Tite.

A mentira dos outros dizia que Jô nunca foi um atacante de nível.

Jô Fernando Prass Corinthians Palmeiras Paulista 22022017

Que trata-se de uma aberração, uma piada.

A verdade do Futebol traz um atleta que fez seus gols por diversos clubes do Brasil, na Europa e na Ásia.

Que jogou Libertadores, Champions League, Europa League e Copa do Mundo.

Pode se discutir a quantidade de gols.

Mas não pode negar a importância dos tentos nestes clubes.

Foram 69 pelo CSKA. 39 pelo Atlético Mineiro. 25 na Ásia. Alguns, apenas para ilustrar.

Muita coisa falsa contada no Futebol acaba se tornando real. E a ausência de qualidade de Jô é a típica mentira contada mil vezes que virou verdade. Jô passa longe de ser uma sumidade técnica, também é verdade.

Mas, no mínimo, precisa ser respeitado como um atacante de ponta pro Futebol Brasileiro. A verdade dos campos está provando isso simplesmente porque é impossível esconder fatos. A bola fala. Gênio do Futebol não. Goleador sim.

Respeitem Jô.