Do "balão" à glória: Dudu deixa o Palmeiras como símbolo de uma retomada do clube

Fabio Utz
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A segunda década do século XXI é marcante para o Palmeiras. A inauguração do Allianz Parque e o acordo de patrocínio com a Crefisa colocaram o clube entre os mais poderosos do futebol brasileiro em termos de estrutura e finanças. No entanto, de nada adiantaria isso se, junto, também não viesse o sucesso dentro de campo. Pois dentro deste contexto, Dudu, que agora está indo embora, pode ser considerado um verdadeiro símbolo.


O jogador chegou em 2015 de um modo um tanto quanto diferente e que, de cara, despertou a alegria da torcida. Ele era disputado por Corinthians e São Paulo, mas o Verdão, de forma surpreendente, deu o chamado "balão" nos rivais e o comprou junto ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, pagando 3 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos. A partir de então, foi amor à primeira vista. É bem verdade que, na primeira competição oficial, o Campeonato Paulista, nuvens nebulosas rondaram a cabeça do profissional. Perdeu um pênalti na partida de ida da final, diante do Santos, e foi expulso na volta depois de empurrar o árbitro pelas costas.


Isso, porém, ficou para trás. Na mesma temporada e contra o mesmo Peixe, mas na decisão da Copa do Brasil, balançou a rede duas oportunidades e foi fundamental para a conquista de um título que dava o start decisivo para esta nova era. Em 2016, também como protagonista, ajudou o Palmeiras a colocar fim a um jejum de 22 anos sem ganhar o Campeonato Brasileiro. Este mesmo feito ainda se repetiria em 2018. Em pouco mais de cinco anos de cube, Dudu foi convocado duas vezes para a seleção brasileira e esteve na lista extra de possíveis nomes para a última Copa do Mundo.


Obviamente, houve propostas no meio do caminho, mas sempre se encontrou um jeito de contornar o assédio, valorizá-lo e não deixá-lo sair. Agora, ficou impossível. Com uma oferta de 7 milhões de euros por um ano de contrato, podendo pagar mais 6 milhões de euros para ficar com o atacante em definitivo, o Al-Duhail, do Qatar, conseguiu o que parecia impensável: colocar fim a uma parceria. Dudu deixa o Verdão no auge da carreira, depois de cinco anos e meio e 70 gols marcados, o que o coloca como o maior artilheiro do clube desde 2001.


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