Bahia reintegra colombiano Ramírez por falta de provas sobre racismo

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O meia Gerson (dir.) do Flamengo, em partida das oitavas de final da Libertadores contra o Racing no estádio Presidente Perón em Avellaneda, Buenos Aires, no dia 24 de novembro de 2020

O Bahia anunciou nesta quinta-feira que o meia colombiano Juan Pablo Ramírez será reintegrado ao elenco, por falta de provas sobre as alegadas declarações racistas que levaram ao seu afastamento.

Ramírez, de 23 anos, foi acusado pelo meia Gerson, do Flamengo, de ter gritado para ele "cala a boca, negro" no jogo do último domingo, em que o time carioca venceu o Bahia por 4 a 3 no Maracanã, pela 26ª rodada do Brasileirão.

O jogador colombiano negou as acusações, mas o Bahia anunciou no dia seguinte que o jogador seria afastado do time à espera da conclusão da investigação.

Em um comunicado emitido nesta quinta, o Bahia garante que os laudos das perícias "não comprovam a injúria racial".

O clube decidiu que "mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Indio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes".

"O atleta deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado", acrescenta o comunicado, intitulado "carta à sociedade - Atuar estruturalmente e aprofundar o debate racial".

As denúncias de Gerson deram origem a uma onda de declarações de repúdio ao racismo e à abertura de processos perante órgãos judiciais e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

O Bahia anunciou no mesmo comunicado uma série de iniciativas para combater a discriminação no futebol.

Entre elas se destacam "a inclusão de uma cláusula contra o racismo, a xenofobia e a homofobia nos contratos".

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