Bahia presta queixa contra racismo de torcedor do Vitória a atacante

Atacante Kayky foi chamado de macaco por torcedor do Vitória após vitória do Bahia no clássico de Salvador.

Atacante Kayky foi chamado de macaco por torcedor do Vitória após vitória do Bahia no clássico de Salvador. Foto: (Felipe Oliveira/EC Bahia)
Atacante Kayky foi chamado de macaco por torcedor do Vitória após vitória do Bahia no clássico de Salvador. Foto: (Felipe Oliveira/EC Bahia)

Depois de vencer o clássico contra o Vitória no último final de semana, o Bahia não esperava que ofensas racistas fossem proferidas contra o atacante Kayky, do tricolor, o comparando a um gorila, como foi feito em uma rede social por um torcedor do rubro-negro de Salvador. A mensagem, mesmo tendo sido apagada, foi anexada pelo clube comprado pelo Grupo City em uma denúncia ao Twitter e à Polícia Civil da Bahia.

Na noite da última segunda-feira, o Esquadrão de Aço informou que tomou as medidas legais contra a conta do torcedor rival, que cometeu o crime de forma digital contra o atacante: "Racismo e injúria racial são crimes imprescritíveis e inafiançáveis. Fizemos a denúncia junto ao Twitter e a mensagem de ódio de um torcedor adversário foi apagada -mas o print é eterno. Conta igualmente denunciada e boletim de ocorrência realizado junto à Polícia Civil da Bahia".

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A publicação, que foi apagada, assim como a conta @ianecv071, contava com uma colagem de duas fotos, uma de Kayky, celebrando o gol marcado aos 18 minutos do primeiro tempo na vitória por 1 a 0, e a de um gorila embaixo, as comparando. A comemoração de Kayky, imitando uma galinha, faz menção ao Ba-Vi de 2018, que acabou em confusão generalizada entre os jogadores e vitória de W.O. do Bahia porque o Vitória não tinha o mínimo de jogadores suficientes para que a partida fosse reiniciada. Desde então, a torcida do tricolor usa a galinha como ofensa contra o Vitória.

No começo deste ano, o presidente Lula sancionou uma lei que coloca o crime de injúria racial no mesmo nível do racismo, prevendo prisão de 2 a 5 anos. Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, declarou em entrevista à CBF TV que sanções mais duras devem ser tomadas: "A gente sabe que isso não vai acabar se não for com medidas bem eficazes. Apenas a questão de uma multa, que depois paga e acabou, e na semana que vem, novamente, tem o mesmo problema, eu acho que quando pune, provando realmente que aconteceu naquele estádio, que o torcedor é daquele clube, eu acho sim que tem que tirar pontos e tem que tirar também mando de campo".