Bahia foi vencedor fora de campo, mas é o grande fiasco nos gramados da Série A

Alexandre Praetzel
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Guilherme Bellintani comemora um gol do Bahia e torce contra o rebaixamento. Foto: Jhony Pinho/AGIF
Guilherme Bellintani comemora um gol do Bahia e torce contra o rebaixamento. Foto: Jhony Pinho/AGIF

Quando começou a Série A do Brasileiro, apostei e imaginei que o Bahia fosse lutar pelo G5 da competição. Passadas 28 rodadas, o tricolor de aço é o grande fiasco do campeonato. A diretoria investiu, montou um elenco experiente e capaz de colocar o time num nível mais alto, em relação a temporadas anteriores.

Infelizmente, não deu liga e o Bahia está bastante ameaçado de rebaixamento. O presidente Guilherme Bellintani foi alçado a revelação como gestor, mas parece que se preocupou mais com questões sociais e menos com o desempenho da equipe. Demitiu Roger Machado e jogou as fichas em Mano Menezes. No entanto, não houve resposta dentro de campo e Mano também acabou caindo. Na Copa do Brasil, foi eliminado na primeira fase e perdeu a Copa do Nordeste para o Ceará, com duas derrotas na finalíssima.

Sei que o Bahia quer um título internacional e batalhou na Copa Sul-Americana, chegando às quartas-de-final. Só que parece que houve uma prioridade para o torneio, esquecendo a má campanha na Série A. O Bahia tem apenas oito vitórias, com aproveitamento pífio de 33,3% e a pior defesa com 50 gols sofridos.

A escolha por Dado Cavalcanti, depois de Roger e Mano, mostra que Belintani se perdeu. Os maus resultados, aliados aos fracos desempenhos, estão superando qualquer planejamento. Se o Bahia for rebaixado, tudo de bom que já foi feito por Belintani, será esquecido por sócios e torcedores.

Afinal, num clube de futebol, ideias e convicções são muito bem vistas extra-campo, se o principal departamento da instituição estiver alinhado. Caso contrário, só as derrotas serão lembradas. É uma pena, mas é assim.