Bahia afasta Indio Ramirez, acusado de racismo contra Gerson, do Flamengo

·1 minuto de leitura
O meia Gerson (dir.) do Flamengo, em partida das oitavas de final da Libertadores contra o Racing no estádio Presidente Perón em Avellaneda, Buenos Aires, no dia 24 de novembro de 2020

O Bahia afastou nesta segunda-feira o meia colombiano Juan Pablo Ramírez, acusado de racismo contra o também meia Gerson do Flamengo durante uma partida do Campeonato Brasileiro no domingo, acusações que o jogador nega, informou o time.

O clube entende (...) que é indispensável, imprescindível e fundamental que a voz da vítima seja preponderante em casos desta natureza. Assim, decidiu afastar imediatamente o jogador das atividades da equipe até a conclusão da apuração", indicou o tricolor baiano em um comunicado.

Ramírez, de 23 anos, foi acusado por Gerson de gritar com ele "cala a boca, negro", durante o jogo eletrizante de domingo, em que o Flamengo venceu o Bahia por 4 a 3 no Maracanã.

A reclamação de Gerson, também de 23 anos, gerou uma série de protestos de clubes brasileiros contra o suposto caso de discriminação racial.

"O atleta Indio Ramírez nega veementemente a acusação e a ele está sendo dada a oportunidade de se defender de algo tão grave", acrescentou o comunicado do time de Salvador.

Após o jogo, o Bahia anunciou a abertura de uma investigação após a qual, garantiu, se posicionará "sobre a grave acusação de racismo" que envolve Ramírez, que se transferiu para o clube no dia 9 de novembro vindo do Atlético Nacional de Medellín.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitou na noite de domingo o processo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que pune condutas contrárias à ética ou disciplina esportiva, a "abertura imediata" de inquérito contra a "denúncia de racismo".

Os atos de racismo no Brasil, onde quase 55% se declaram negros ou pardos, são passíveis de prisão de um a três anos ou multa.

raa/js/yow/aam