Azarenka, Rybakina, Tsitsipas e Khachanov são os primeiros semifinalistas do Aberto da Austrália

Duas campeãs de Grand Slam, a cazaque Elena Rybakina e a bielorrussa Victoria Azarenka, vão se enfrentar por uma vaga na final do Aberto da Austrália, enquanto o grego Stefanos Tsitsipas irá disputar sua quarta semifinal em Melbourne, contra o russo Karen Khachanov.

Em uma cidade com uma populosa comunidade grega onde disse se sentir "em casa", Tsitsipas (número 4 do mundo) fez valer sua experiência para derrotar o jovem tcheco Jiri Lehecka (N. 71), que aos 21 anos nunca tinha vencido uma partida de Major.

Seguro no saque e maduro nos momentos importantes, salvando os oito break points que cedeu, o grego de 24 anos precisou de apenas uma quebra no início da partida e outra no terceiro set para bater Lehecka com parciais de 6-3, 7-6 (7/2) e 6-4.

"Foi um jogo de três sets muito difícil, um dos mais difíceis até agora no torneio", disse Tsitsipas na Rod Laver Arena, repleta de australianos de origem grega ondeando a bandeira azul e branca do país.

Depois de três derrotas nas semifinais, o número 4 do mundo quer se classificar pela primeira vez à final no Aberto da Austrália, possivelmente contra Novak Djokovic, que recuperado de seus problemas físicos atropelou nas oitavas de final o ídolo local Alex de Minaur.

- Saque contra defesa -

Quem também voltou às semifinais em Melbourne foi Victoria Azarenka (N. 24), dez anos depois de ter vencido o Aberto da Austrália pela segunda vez (2012, 2013).

A tenista de 33 anos venceu por 2 sets a 0 (6-4, 6-1) sua amiga Jessica Pegula (N. 3), uma das jogadores mais em forma do circuito, com apenas uma derrota em 2023 e nenhum set perdido no torneio até então.

Mas o jogo sólido e de fundo de quadra da bielorrussa neutralizaram a americana, que resistiu em um longo primeiro set de 64 minutos, mas desmoronou no segundo, no qual só conseguiu vencer um único game.

Azarenka, uma das melhores recebedoras do torneio, enfrentará a melhor sacadora, a cazaque nascida na Rússia Elena Ribakina (N. 25).

Depois de eliminar nas oitavas de final a número 1 do mundo, a polonesa Iga Swiatek, Rynakina passou pela letã Jelena Ostapenko (N. 17) por 6-2 e 6-4.

Com duas quebras, a cazaque venceu um primeiro set que foi interrompido pela chuva. No segundo, perdeu os dois primeiros games, mas depois venceu outros quatro seguidos e fechou o jogo com seu 11º ace no duelo.

O saque "é minha arma na quadra", disse Rybakina, que depois de ter sido campeã em Wimbledon no ano passado, se vê em condições de conseguir mais.

"Já consegui uma vez e, com certeza, tenho mais confiança de que posso conseguir de novo", afirmou.

- Korda desiste por lesão -

Também com um saque implacável, Karen Khachanov (N. 20) conseguiu chegar pela segunda vez consecutiva a uma semifinal de Grand Slam, depois do US Open de 2022.

"Acho que as primeiras semifinais do US Open me deram um impulso extra e um extra de confiança para demonstrar quem eu sou realmente", disse o tenista russo depois da partida.

No seu caso, a classificação veio com a lesão do jovem americano Sebastian Korda (N. 31), que tinha se tornado uma das sensações do torneio ao derrotar na terceira rodada o russo Daniil Medvedev, ex-número 1 do mundo e finalista das duas últimas edições.

"Obviamente não era desta forma que queria terminar o jogo", disse Khachanov, que dominava o jogo por 7-6 (7/5), 6-3, 3-0 quando o americano de 22 anos decidiu desistir.

O filho do ex-tenista tcheco Petr Korda, campeão do Aberto da Austrália em 1998, conseguiu igualar uma quebra contra e levar o primeiro set para o tie break, no qual o russo aproveitou seu terceiro set point com um backhand na paralela indefensável.

O equilíbrio se manteve no início do segundo set até que, com 3-2 a favor, Korda pediu atendimento médico com dores no punho direito. De volta ao jogo, o americano não conseguiu ganhar mais nenhum game.

"Depois disso, estava difícil até segurar a raquete", explicou.

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