As aventuras do brasileiro que já jogou a 7ª divisão inglesa

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<em>Raphael Rossi hoje faz sucesso no Boavista, em Portugal (Arquivo pessoal)</em>
Raphael Rossi hoje faz sucesso no Boavista, em Portugal (Arquivo pessoal)

O zagueiro Raphael Rossi não é muito conhecido no Brasil, mas já tem seus fãs na Inglaterra e em Portugal. Em sua primeira temporada no Boavista, da cidade do Porto, o defensor é o terceiro artilheiro do time, atua como titular absoluto e teve duas propostas oficiais na última janela de transferências, que fechou em 31 de janeiro: da Chapecoense e do Benevento, da Itália.

Antes de chamar atenção em Portugal, o paulista de Campinas viveu experiências no mínimo inusitadas no mundo da bola. Com direito a passagem pela sétima divisão do campeonato inglês, na temporada 2012-2013. “Nosso campo era numa subida. O primeiro tempo era sempre complicado, mas no segundo tempo jogávamos na descida, o que ajudava muito”, relembra Raphael Rossi.

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Com a camisa do Whitehawk, ele acabou campeão e subiu para a sexta divisão. “O nível técnico do campeonato era bem ruim, mas havia uma baita organização, como tudo na Inglaterra”, conta o zagueiro, que foi parar no pequenino time de Brighton depois de quase nove meses de inatividade, no bem maior Brighton Albion, que subiu à Premier League em maio passado.

“Eu jogava no Porto Alegre, time que pertencia ao Assis, quando surgiu a chance de fazer um teste no Brighton. Passei no teste e o Gustavo Poyet, que era o técnico, pediu minha contratação. Mas, para jogar lá, eu precisaria do passaporte italiano. Tive de esperar nove meses até ficar pronto”, explica Raphael Rossi, que só treinava com o time e recebia 350 libras de ajuda de custo por mês. “Era um dinheiro bem contado. Não tinha luxo algum.”

Quando enfim pôde estrear, a Championship, como é conhecida a segunda divisão inglesa, já havia acabado. O jeito foi se mudar para o Whitehawk e encarar a sétima divisão para enfim ter a chance de jogar em território europeu. “Apesar das condições, passei a ganhar mais: 150 libras por semana. E fiz 29 jogos e três gols.”

A chance de voltar ao Brighton diminuiu radicalmente depois que Poyet foi contratado pelo Sunderland. Sem futuro definido, Raphael Rossi chegou a retornar ao Brasil quando recebeu convite para outro teste, desta vez de Luke Williams, para o Swindon Town. “O clube era da terceira divisão e o Luke, auxiliar do Poyet no Brighton, havia se mudado para o Swindon. Acabei passando no teste e fiquei quatro anos lá. O último deles como capitão”, festeja.

Durante o período, o Swindon chegou a disputar os playoffs do acesso à segunda divisão inglesa. “Também jogamos contra o Chelsea pela Copa da Liga Inglesa. Perdemos por 2 a 0, mas o jogo foi bom e equilibrado.”

Em julho passado, Raphael Rossi decidiu que era hora de buscar novos horizontes. Ele tinha uma proposta da Tailândia e outra do Boavista, que já foi um dos grandes de Portugal. A oferta tailandesa, por incrível que possa parecer, garantiria um salário quase três vezes maior. “Mas optei pelo Boavista apostando no meu potencial. Sabia que poderia jogar em alto nível e teria muito mais visibilidade”, explica.

Neste sábado, o zagueiro brasileiro enfrenta o Benfica a partir das 16h15, com transmissão ao vivo pela Espn+. Seu time é o sexto colocado, seis pontos atrás do Rio Ave, que é o quinto e hoje estaria classificado para a Liga Europa.

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