Australianos festejam classificação da seleção para oitavas da Copa e pedem feriado

Australianos comemoram no Catar

Por Ian Ransom

MELBOURNE (Reuters) - A Austrália saudou a nova "geração de ouro" do treinador Graham Arnold nesta quinta-feira e os torcedores pediram um feriado nacional enquanto o país celebrava a classificação improvável de sua seleção para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Milhares se reuniram na Fed Square de Melbourne no meio da noite para assistir à vitória da Austrália por 1 x 0 sobre a Dinamarca, e ficaram dançando sob a luz esfumaçada dos sinalizadores enquanto a equipe se prepara para um confronto contra a Argentina nas oitavas de final.

A equipe de Arnold igualou a performance australiana de 2006, quando o país também chegou às oitavas de final na Alemanha, mas desta vez com uma equipe sem as qualificações dos jogadores de 16 anos atrás, que ficaram conhecidos como a "geração de ouro" da Austrália.

"Conte a seus filhos. Conte a seus entes queridos. Conte a seus amigos. Sussurre, grite, berre, coloque em uma camiseta e vista-a na cama. O trabalho duro leva você a lugares", escreveu o especialista em futebol australiano Adam Peacock no site do jornal Herald Sun.

Os sauditas aproveitaram um feriado nacional para comemorar a vitória contra a Argentina na semana passada, e uma foto de um torcedor australiano segurando uma placa dizendo "Dê-nos um feriado público" foi amplamente compartilhada nas redes sociais.

"Preciso pedir novamente a (primeiro-ministro) Anthony Albanese para dar ao povo um dia de folga para comemorar?", disse Arnold.

O primeiro-ministro australiano parabenizou a equipe, mas deixou a questão do feriado sem resposta.

Os australianos ousam sonhar com uma primeira partida nas quartas de final da Copa do Mundo, mesmo com a força de Lionel Messi e da Argentina no caminho.

"Para ser justo, Austrália e Argentina ganharam a mesma quantidade de Copas do Mundo da Fifa desde 1987", escreveu o jornalista local Ned Balme no Twitter.

"Eles estão claramente com medo de nós."

(Reportagem de Ian Ransom em Melbourne)