Padre Robson pede morte de desafeto em áudio: "seria uma benção"

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Padre Robson foi considerado inocente por unanimidade (Foto: Reprodução)
Padre Robson foi considerado inocente por unanimidade (Foto: Reprodução)

As investigações que apuram possíveis desvios de verbas doadas por fieis para o padre Robson de Oliveira, da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás, acabaram arquivadas pela Justiça. Ainda assim, novas provas precisam ser analisadas. A avaliação é de Rodney Miranda, secretário de Segurança Pública de Goiás.

“Há indícios fortes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, uma quadrilha que se apoderou uma igreja”, apontou Miranda em entrevista à TV Globo. Neste domingo (21), a emissora revelou áudios inéditos que teriam sido encontrados em celulares pertencentes ao padre.

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Em uma das gravações divulgadas pela emissora, Robson argumenta com o advogado Luís Barbosa a situação de outro advogado, Anderson Reiner Fernandes, que estaria desagradando o padre.

“Se o Senhor pudesse matar ele pra mim, seria uma benção”, diz Robson. As gravações fazem parte da investigação conduzida pelo Ministério Público de Goiás e a Polícia Civiil do estado.

O material que contem os áudios foi apreendido em uma operação em agosto do ano passado. Desde então, o MP apura diferentes crimes que poderiam ter sido cometidos pelo religioso em associações ligadas à igreja: lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e apropriação indébita.

De acordo com a investigação, cerca de R$ 2 bilhões teriam sido movimentados em dez anos. O montante incluiria itens como avião, fazendas e casas de veraneio. Itens adquiridos com desvio de doações feitas por empresas e fiéis.

Mesmo com o alto valor envolvido e com uma gama de provas a ser analisada, o Tribunal de Justiça de Goiás optou por trancar a investigação.

A defesa do padre afirmou à emissora que não reconhece a autenticidade das gravações que poderiam ter sido alteradas por ação de hackers.