Deputados do PSL teriam usado R$ 30 mil de verba pública para divulgar atos antidemocráticos, diz jornal

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Foto: Andressa Anholete/Getty Images
Foto: Andressa Anholete/Getty Images

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que quatro deputados do PSL teriam usado dinheiro público para divulgar atos antidemocráticos. A verba era da cota parlamentar, que deveria ser usada para atividades ligadas ao mandato. As informações são do jornal “O Globo”.

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Os deputados que teriam supostamente cometido a ilegalidade são: Aline Sleutjes (PSL-PR), Bia Kicis (PSL-DF), General Girão (PSL-RN) e Guiga Peixoto (PSL-SP).

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Os atos antidemocráticos, que já contaram com participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), são alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), do qual o ministro Alexandre de Moraes é relator. O inquérito foi aberto a pedido do PGR Augusto Aras.

As manifestações tem pautas inconstitucionais como intervenção militar e fechamento do próprio STF e do Congresso Nacional.

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De acordo com “O Globo”, a verba da cota parlamentar foi destinada à empresa Incluetech Tecnologia de informação, que presente ao publicitário Sérgio Lima, um dos responsáveis pela marca do “Aliança pelo Brasil”, partido que Bolsonaro pretende criar.

Humber Jacques, vice-procurador-geral da República, alega que os parlamentares, além de repassarem o dinheiro para a divulgação dos atos, também contribuíram na elaboração das mensagens.

“(...) No ecossistema de redes sociais e propagação de ideias de mobilização social e realização de manifestações ostensivas nas ruas, há participação de parlamentares tanto na expressão e formulação de mensagens, quanto na sua propagação e visibilidade, quanto no convívio e financiamento de profissionais na área”, disse Jacques, em trecho divulgado pelo "O Globo".

Segundo Jacques, há uma rede responsável pela organização dos atos que é "integralmente estruturada de comunicação virtual voltada tanto à sectarização da política quanto à desestabilização do regime democrático para auferir ganhos econômicos diretos e políticos indiretos”.

Procurados pelo “O Globo", parlamentares negam acusações.

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