Atletas, dirigentes e profissionais pressionam o COI e pedem o adiamento das Olimpíadas

Apesar do Comitê Olímpico Internacional (COI) seguir com o cronograma das Olimpíadas, e o presidente da entidade, Thomas Bach, reafirmar que ainda faltam quatro meses para o início do evento, o cenário é de pressão total. Diante da pandemia global do novo coronavírus (COVID-19), atletas, dirigentes e profissionais do esporte pressionam o COI e pedem para que os Jogos sejam adiados ou cancelados.

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De acordo com Bach, a entidade deseja realizar a Olimpíada de Tóquio na data prevista, entre 24 de julho e 9 de agosto deste ano. Esta decisão revoltou diversos atletas e dirigentes esportivos pelo mundo. Na quarta, a canadense Hayley Wickenheiser, membro da Comissão de Atletas do COI e tetracampeã olímpica de hóquei no gelo, foi a primeira a discordar do comitê e classificar a decisão como como 'insensível e irresponsável'.

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- Esta crise é maior do que os Jogos Olímpicos. Os atletas não podem treinar nem fazer planos de viagem - disse Wickenheiser, que representou o Canadá em cinco edições de Olimpíadas, no hóquei de gelo.

Além dela, a atual campeã olímpica do salto com vara, Katerina Stefanidi, também se manifestou, em sua rede social, contra as medidas da entidade e contestou o não adiamento do início dos jogos. A atleta fez duras críticas a entidade e disse que o COI quer que os desportistas sigam arriscando suas vidas e de seus familiares.

- Não é sobre como as coisas serão em quatro meses. É sobre como as coisas estão agora. O COI está querendo que a gente se mantenha arriscando nossa saúde, a saúde da nossa família e a saúde pública treinando todos os dias? Estão nos colocando em perigo agora, hoje, não em quatro meses - comentou Katerina Stefanidi.

Em meio à irritação dos atletas, um debate acalorado aconteceu nas redes sociais. O nadador brasileiro Bruno Fratus questionou a presidente da Comissão de Atletas do COI, a bicampeã olímpica Kirsty Coventry. A ex-atleta, de Zimbábue, afirmou que após uma reunião com 200 esportistas, e contatos com federações esportivas, os competidores devem continuar no processo de preparação para os Jogos. Com isso, o brasileiro disse que o comentário de Coventry estava desconectado da realidade.

- Kirsty, como colega nadador e atleta olímpico, eu te peço para reconsiderar e consultar com outros atletas pelo mundo. Não tenho certeza se você está sabendo que muitos atletas, como eu, estão incapazes de treinar. Além disso, o conselho para "continuar fazendo o que vocês estão fazendo" me parece desconectado com a realidade quando você vê líderes mundiais diariamente na televisão pedindo para as pessoas se isolarem - comentou Bruno Fratus.

Além dos atletas, dirigentes também questionam a decisão do COI e pedem o adiamento das Olimpíadas de Tóquio. O presidente do Comitê Olímpico Espanhol, Alejandro Blanco, disse que os atletas espanhóis não têm condições de disputar o evento de maneira justa e igualitária.

Já o presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e ex-presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Londres 2012, Sebastian Coe, afirmou não ser difícil transferir as Olimpíadas para 2021.

- As federações internacionais, na verdade, evitam anos olímpicos com frequência para ter seu campeonato mundial. O atletismo tem seu campeonato mundial nessa data (2021). O campeonato europeu de futebol foi adiado. O calendário esportivo é uma matriz complicada e não é simples facilitar um evento de um ano para o outro. Seria ridículo dizer que algo está descartado no momento. O mundo inteiro quer clareza; não somos diferentes de nenhum outro setor - destacou Coe.

Por fim, o tenista brasileiro Fernando Meligeni também reclamou das medidas do Comitê Olímpico em suas redes sociais. Ele criticou a manutenção dos jogos diante da pandemia global de coronavírus que afeta a população mundial.

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