Atlético-MG volta a empatar com o América-MG e conquista o bicampeonato Mineiro

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O Atlético-MG confirmou o favoritismo e conquistou neste sábado (22) o 46º título Mineiro na sua história. O Galo chegou ao bicampeonato estadual após empatar pela segunda vez com o América-MG em 0 a 0, no Mineirão. Como o time alvinegro fez a melhor campanha na fase de classificação, tinha a vantagem na decisão.

Em um jogo sem muitas emoções, com as duas equipes sendo fortes na defesa, mas sem inspiração no ataque, o Galo levou para casa mais uma taça, aumentando sua hegemonia em Minas Gerais. O Galo tem agora 30 títulos a mais do que o América e oito de vantagem sobre o Cruzeiro, seu maior rival.

O Coelho ainda teve chance de mudar a história do campeonato com um pênalti a seu favor, mas o lance foi desperdiçado por Rodolfo, no lance que acabou sendo capital na partida. O América ainda reclamou de outra penalidade, nos instantes finais, mas o VAR concordou com a decisão do árbitro de campo.

Cuca conseguiu seu terceiro título Mineiro comandando o Galo. Ele já havia vencido em 2012 e 2013 e entrou na galeria de maiores vencedores da competição pelo clube e em Minas Gerais, já que venceu uma vez com o Cruzeiro.

A equipe alvinegra soube administrar e usar bem sua vantagem para levantar mais uma vez a taça e ser o maior vencedor do Estado de Minas Gerais.

Melhores chances do Galo na etapa inicial com Coelho sem ameaçar muito

Nacho Fernández teve os dois melhores lances da partida no primeiro tempo. Em duas bolas, assustou Cavichioli, que ficou bravo com sua defesa por permitir os arremates do argentino. Em contrapartida, o América não parecia estar forte os suficiente para chegar no gol alvinegro. Pouco para quem precisava de gols.

Galo “cozinhando o Coelho”

O Atlético fazia o seu jogo, sem se arriscar muito, deixando o América buscar mais os lances de ataque, pois precisava de gols. Todavia, como o Coelho não conseguia ameaçar muito, para o Galo, o jogo americano era o ideal, já que o empate garantia o título estadual.

Lance capital do jogo

Em pênalti mal marcado pela arbitragem, sem interferência do VAR, que permitiu a marcação de campo, o América teve a chance de abrir o placar e mudar a história do jogo. Mas Rodolfo, artilheiro do campeonato com sete gols, bateu mal e pouco tempo depois saiu de campo irritado com a falha, que selou o destino do Mineiro 2021 para o Atlético-MG.

VAR “garante” título do Galo

Em uma falta não marcada em Eduardo Bauermann, do América-MG, cometida por Igor Rabello dentro da área, a arbitragem não marcou a penalidade e o VAR confirma a decisão de campo. Outro erro da arbitragem, que marcou um pênalti equivocado para o Coelho e errou a não dar o que realmente aconteceu.

Final de poucas emoções, mas prevaleceu o melhor time

Que o Atlético-MG era o grande favorito ao título estadual, poucos duvidavam. Porém, com a ascensão do América-MG na reta final da fase de classificação, a expectativa era de duelos mais quentes nas finais do Mineiro. Foram dois jogos com poucas chances reais de gols, com as duas equipes sem gerar tensão com lances bem elaborados.

O Galo escorou-se no regulamento e optou por um jogo mais burocrático, mesmo tendo um time melhor. Ao América, fica a sensação de que poderia mais e isso pode ser um combustível na Série A do Brasileiro, que a equipe volta a disputar neste ano.

Próximos jogos

O Galo volta a campo na terça-feira, 25 de maio, contra o Deportivo La Guaira, no Mineirão, pela última rodada do Grupo H da Libertadores. O Coelho estreia na Série A do Brasileiro no dia 30, domingo, às 16h, contra o Athetico-PR.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

ATLÉTICO-MG 0 X 0 AMÉRICA-MG

Data: 22 de maio de 2021
Horário: 16h30 (de Brasília)
Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Assistentes: Marcus Vinicius Gomes e Felipe Allan da Costa
VAR: Emerson de Almeida Ferreira
Cartões amarelos: Guilherme Arana, Tchê, TchÊ, Hulk e Guga (ATL); Leandro Carvalho e Anderson Jesus (AME)
Cartões vermelhos: Lohan(AME)
Gols: -

ATLÉTICO-MG (Técnico: Cuca)

Everson; Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana , Tchê Tchê, Jair (Zaracho, aos 10’-2ºT) e Nacho Fernández (Hyoran, aos 44’-2ºT); Hulk (Sasha, aos 44’-2ºT), Keno (Marrony, aos 10’-2ºT) e Savarino (Vargas, aos 26’-2ºT)

AMÉRICA-MG (Técnico: Lisca)

Matheus Cavichioli, Diego Ferreira, Eduardo Bauermann, Anderson Jesus e Marlon (Geovane, aos 35’-2ºT); Zé Ricardo, Juninho (Ramon, aos 35’-2ºT) e Felipe Azevedo (Leandro Carvalho, aos 16’-2ºT); Alê, Rodolfo (Ribamar, aos 26’-2ºT) e Ademir (Bruno Nazário, aos 26’-2ºT).

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