ATUALIZADA - Corintianos pegam até 20 anos de prisão por morte de palmeirense

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Três torcedores corintianos foram condenados na madrugada desta quinta (23) pela morte do palmeirense Gilberto Torres, ocorrida em 2014, após briga entre integrantes de organizadas. A confusão aconteceu na estação de trem de Franco da Rocha (na grande São Paulo), em 17 de agosto daquele ano.

A pena mais pesada foi dada a Raimundo Cesar Faustino, ex-vereador do Partido dos Trabalhadores em Franco da Rocha. Ele foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado e seis meses de impedimento de comparecer nas proximidades de estádios em dias de jogos após o cumprimento da pena. Ele foi visto por policiais segurando um pedaço de madeira usado nas agressões ao palmeirense. Faustino foi sentenciado pelo juiz Rafael Carvalho de Sá Roriz por ter cometido homicídio por motivo fútil.

Leonardo Gomes dos Santos foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado e quatro meses de proibição de se aproximar de estádios quando estiverem acontecendo partidas. Gentil Chaves Siani recebeu pena de 16 anos em regime fechado e três meses de impedimento de ser visto perto de estádios.

Os três condenados pertencem à Gaviões da Fiel. A vítima era da Mancha Alviverde. Pereira sofreu traumatismo craniano causada pelas agressões que sofreu e morreu no hospital três dias depois.

Faustino, conhecido como Capá, foi flagrado em outras brigas de organizadas, como a acontecida em partida contra o Vasco, em Brasília, em 2013.

O julgamento começou nesta quarta (22) de manhã. Foram ouvidas 12 testemunhas de defesa e acusação, além dos réus.

A reportagem tentou falar com os advogados dos condenados, mas até o momento não teve sucesso.