Athletico encara ‘desmanche’ e reconstrução para manter projeto no topo

Goal.com

O Athletico Paranaense instaurou desde o fim do século 20 uma cultura própria de futebol. Apostando em um estádio próprio, moderno, foi pioneiro na venda de naming rights da sua arena, construiu um CT modelo para a base e abdicou do Estadual para preparar o time para as principais competições da temporada. Depois de ter talvez a melhor "dupla" de anos desde o começo dessa ideia, porém, o clube sofre para se manter no topo.


Campeão da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil do ano passado, o time rubro-negro experimentou o "desmanche" que costuma afligir qualquer torcida vencedora no Brasil. Sem Tiago Nunes, comandante em ambos os títulos, e algumas referências da equipe, como os jovens Renan Lodi e Bruno Guimarães, o Athletico aproveita o intervalo resultado da atual pandemia do Covid-19 para se reposicionar.

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Ao todo, oito titulares da equipe no ano passado já não estão mais no clube, com destaque para Léo Pereira e Ronny, agora integrantes de adversários nacionais (Flamengo e Palmeiras, respectivamente). Pablo, artilheiro em 2018, também foi perdido para o mercado interno, jogando hoje no São Paulo.


Contratado para comandar essa reestruturação, o técnico Dorival Júnior tem de juntar os remanescentes e promover a entrada de jovens na equipe enquanto ganha tempo para dar mais ritmo à equipe. Até aqui, porém, não foi bem sucedido na empreitada.


Derrotado com tranquilidade pelo Flamengo na Supercopa do Brasil, teve um suspiro de bom futebol ao vencer o Peñarol, na estreia da Copa Libertadores. A impressão positiva, porém, se esvaiu com o revés por 1 a 0 diante do Colo-Colo, no Chile.


Para piorar, o time sub-23, que disputa o Paranaense, foi massacrado pelo Coritiba antes da parada causada pela pandemia. Os 4 a 0 ainda ecoam na cabeça do torcedor, em dúvida sobre o que terá pela frente em 2020.


Até agora, os principais reforços atendem pelos nomes de Marquinhos Gabriel e Carlos Eduardo, ambos ainda buscando a melhor forma no clube. Para que o caminho trilhado até o ápice de 2018/19 não tenha que ser retomado, porém, a expectativa é que mais gente se junte à dupla.

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