Atacante do Watford se recusa a voltar a treinar por medo do coronavírus

AFP
O atacante Troy Deeney em campo pelo Watford contra o Chelsea, 5 de maio de 2019
O atacante Troy Deeney em campo pelo Watford contra o Chelsea, 5 de maio de 2019

O atacante Troy Deeney, capitão do Watford inglês, anunciou nesta terça-feira (19) que se recusava a voltar a treinar com seu clube por temer trazer o coronavírus para casa e infectar o filho recém-nascido.

"Tínhamos que voltara esta semana. Eu disse que não iria", revelou Deeney em um podcast esportivo, mostrando ser um fervorosos opositores à volta do futebol em meio à pandemia do coronavírus.

"Meu filho de cinco meses tem dificuldades respiratórias. Não quero voltar para casa e colocá-lo em perigo", justificou o jogador.

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Na segunda-feira (17), os 20 clubes da Premier League votaram a favor de retomar os treinamentos "em pequenos grupos e respeitando o distanciamento social".

O Campeonato Inglês, suspenso desde março devido ao coronavírus, espera evoluir no futuro próximo para treinos com contato físico, antes de voltar a disputar a competição a partir de meados de junho e concluir a temporada.

Contudo, o vírus segue ativo na Inglaterra, país com o segundo maior número de mortes por COVID-19 no mundo, e testes regulares prometidos aos jogadores não são suficientes para tranquilizar Deeney.

"Vamos ser controlados e estaremos em um ambiente muito seguro, mas uma só pessoa pode contaminar o grupo. Não quero trazer (o coronavírus) para casa", argumentou o jogador, que vê incoerências na proposta da Premier League.

"Eu não poderei ir ao cabeleireiro antes de meados de julho, mas posso me juntar com 19 pessoas na área para disputar uma bola? Não vejo como isso pode funcionar", criticou.

Deeney também lembrou do maior risco que a doença traz para pessoas negras, como ele, asiáticas ou de outras minorias étnicas.

Uma pessoa negra (com idade, saúde e condições socioeconômicas iguais) tem um risco duas vezes maior de morrer caso seja infectada pelo coronavírus do que uma pessoa branca, de acordo com o escritório de estatísticas nacionais (ONS).

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