As pessoas estão ouvindo menos música por causa do coronavírus




Por Rafael Monteiro

A quarentena tem tudo para ser uma boa oportunidade para ouvir música, certo? Nos Estados Unidos, dados atualizados dos serviços de streaming e das vendas de lojas de discos mostram que não é bem assim. Após alguns dias de isolamento social, o coronavírus já começa a afetar negativamente o conteúdo que abastece os fones de ouvido das pessoas.

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De acordo com o Alpha Data, responsável por alimentar os Rolling Stone Charts, o consumo de música nos streamings caiu 7,9% nos Estados Unidos entre os dias 13 e 19 de março, semana em que restaurantes, bares e demais serviços não-essenciais precisaram ser fechados por ordem do governo contra o avanço da doença.

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Segundo a Rolling Stone, quedas como essa só são normalmente registradas em semanas de férias, como a do Natal e Ano Novo - quando as pessoas estão justamente fora de casa, o oposto da situação atual. Quanto à mídia física, a situação também é preocupante: no mesmo período, as vendas de CD’s e discos de vinil caíram 27,6%.

O mesmo levantamento mostrou quais têm sido os gêneros mais ouvidos neste período de quarentena. Com mais crianças em casa, a música infantil teve o maior aumento de plays registrados: 3,8%. O folk (alta de 2,9%) e a música clássica (crescimento de 1,5%) foram outros que se beneficiaram do isolamento social.

Com menos audições, os músicos já começam a se mexer para não perder remuneração no período de quarentena. Tomando a frente, o músico Evan Greer criou uma petição online exigindo que o Spotify triplique as taxas de pagamentos de royalties aos artistas nas próximas semanas. "Este é o momento em que as grandes empresas de tecnologia precisam fazer a sua parte", disse ele.


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