ESCUTANDO HISTÓRIA #15: As mulheres no universo do cangaço

Fotografia de Dadá e Maria Bonita feita por Benjamin Abrahão, que registrou o cotidiano dos cangaceiros
Fotografia de Dadá e Maria Bonita feita por Benjamin Abrahão, que registrou o cotidiano dos cangaceiros

Elas percorreram uma  jornada de incertezas, brutalidade, inconstância e fuga permanente. Marginalizadas e convivendo diariamente com a violência física e sexual, foram alvo da repressão policial por sua ligação com homens fora da lei. Vítimas do machismo, muitas perderam a vida de forma cruel pelas mãos de seus próprios companheiros. Outras, executadas pela ordem pública, tiveram suas cabeças expostas como troféus em vias públicas e seu corpo profanado. Mas algumas sobreviveram para dar seu testemunho e mostrar que a força da mulher resiste, mesmo em grandes dificuldades. 

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Na Semana Internacional da Mulher, o Escutando História resgata a trajetória de mulheres que conheceram de perto o universo do cangaço. Raptadas de seus lares ainda na puberdade, forçadas a uma vida de precariedade ou decididas e seguir voluntariamente seus companheiros criminosos, elas não escaparam, no ambiente do banditismo, das garras do machismo da estrutura patriarcal que já conheciam intimamente em sua vida pregressa

Selecionamos abaixo algumas sugestões de leitura que permitem conhecer um pouco mais o fenômeno do cangaço. Uma parte do lucro das compras feitas nesta página pode ser convertida para o site.

Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço - por Adriana Negreiros: A cangaceira que teve a cabeça decepada em 28 de julho de 1938 era simplesmente Maria de Déa: uma jovem de 28 anos que morreu sem jamais saber que, um dia, seria conhecida como Maria Bonita. Nos anos em que viveu com Lampião e nos subsequentes à sua morte, despertou pouco interesse em pesquisadores ou jornalistas. E foi essa lacuna de informações sobre sua vida e a das outras jovens que viviam com o bando que contribuiu para que se criasse a fantasia de uma impetuosa guerreira, hábil amazona do sertão, uma Joana D’Arc da caatinga. Essa versão romântica e justiceira de Maria Bonita, rapidamente apropriada pela indústria cultural, tornou-se um produto de forte apelo comercial ― e expandiu seus limites para além das fronteiras do sertão. Neste livro, Adriana Negreiros constrói a biografia mais completa até então daquela que é, sem dúvidas, a mulher mais importante do cangaço. Clique aqui para comprar

Apagando o Lampião: vida e morte do rei do cangaço - por Frederico Pernambucano de Mello: O historiador Frederico Pernambucano de Mello traz aqui ao leitor um retrato vivo e completo deste homem de coragem e inteligência cuja trajetória já foi objeto de música, filme, novela e tantas outras manifestações da arte. Através de uma linguagem certeira e ancorado por caudalosa documentação escrita e ampla gama de depoimentos orais, o autor deste livro contextualiza historicamente as ações de Lampião e seu bando nas primeiras décadas do século XX e desata o nó que até então existia a respeito do assassinato de uma das figuras mais admiradas e, ao mesmo tempo, temidas de nossa história. Clique aqui para comprar

Benjamin Abrahão: entre anjos e cangaceiros - por Frederico Pernambucano de Mello: Frederico Pernambucano de Mello nos apresenta a biografia do secretário particular do padre Cícero, do Juazeiro, de 1917 a 1934, além de fotógrafo autorizado do cangaceiro Lampião, tendo acompanhado os diferentes bandos de que este dispunha em sete Estados do Nordeste, no meado de 1936, creditando-se como responsável pela mais completa documentação do cangaço jamais obtida, ao incorporar a imagem cinematográfica às velhas fotografias conhecidas. Clique aqui para comprar


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