As cinco propostas da Fifa para melhorar o futebol feminino

Olga Bagatini

“Fenomenal, incrível, emocionante, apaixonante e fantástica. A melhor Copa Feminina de todos os tempos, a melhor da história.”

Foi assim que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, definiu o Mundial da França. Às vésperas da decisão entre Estados Unidos e Holanda, o dirigente participou da coletiva de encerramento para falar sobre o futuro da modalidade e exaltou a qualidade desta edição do torneio.

“Temos um ‘antes e depois’ da Copa de 2019’ no futebol feminino. Muitas pessoas assistiram futebol feminino pela primeira vez. O que eles viram é futebol. Temos atletas, mulheres e meninas jogando futebol com técnica, tática. Tivemos grandes jogos. Vimos alguns jogos ruins, claro, como em todos os torneios. Mas a maioria dos jogos foi fantástica. Milhares de espectadores nos estádios, bilhões pelo mundo", acrescentou o presidente.

Infantino propõe que Fifa dobre investimento no feminino (Alex Caparros/FIFA via Getty Images)
Infantino propõe que Fifa dobre investimento no feminino (Alex Caparros/FIFA via Getty Images)

Lembrando que a Fifa tem um importante papel no fomento da modalidade, Infantino sugeriu cinco propostas para o futebol feminino: criar o Mundial de Clubes Feminino o mais rápido possível; criar a Liga Mundial Feminina; aumentar o número de seleções de 24 para 32 na Copa de 2023; dobrar as premiações na próxima edição do Mundial; e dobrar o investimento no desenvolvimento do futebol feminino para 1 bilhão de dólares.

As medidas ainda terão que ser aprovadas pelo conselho da Fifa, mas Infantino disse que o trabalho começa agora. “É nosso dever não esquecer o que construímos. Não podemos apenas daqui a quatro anos fazer uma outra boa coletiva de imprensa. Temos que trabalhar a partir de agora, e é por isso que vou propor ao conselho da Fifa e a todas as associações abraçar o desenvolvimento do futebol feminino.”

Infantino fez comentários sobre cada proposta. A ideia de aumentar o número de participantes para 32, por exemplo, seria para dar espaço aos times que não se classificaram. “Vamos agir com urgência para ter isso. Nada é impossível. É baseado no sucesso dessa Copa, temos que acreditar mais, como já fizemos antes.”

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Em termos de premiação, a campeã embolsará 4 milhões de dólares, o dobro da quantia recebida pelos Estados Unidos em 2015. Na Copa da Rússia, em 2018, os franceses faturaram 38 milhões de dólares. Mas o presidente da Fifa espera que essa questão seja tratada em progressão geométrica.

“Já dobramos a premiação esse ano. Estou otimista com isso. Olhando para a próxima Copa, estou confiante que podemos dobrar e alcançar os valores necessários", disse Infantino, que também comentou o aumento do investimento.

“Já decidimos investir 500 milhões de dólares no futebol feminino. Há uma reserva financeira na Fifa, e parte disso será realocado para o futebol feminino. Quero propor mais 500 milhões de investimento em competições em todo o mundo. Temos que investir nisso", completou.