‘Artilheiro’ do Pacaembu, Bueno luta para manter-se entre os titulares

Desde a última vez que foi derrotado no Pacaembu, em abril de 2014, o Santos marcou 48 gols nas 17 partidas que fez dentro do estádio. Nomes como Robinho, Gabriel e Geuvânio já deixaram sua marca no Paulo Machado de Carvalho neste período de invencibilidade. Porém, ninguém balançou a rede mais que Vitor Bueno.

Após assumir definitivamente o posto de titular do time comandado por Dorival Júnior, em 2016, o meia já marcou seis vezes no Paca. As vítimas foram Botafogo, São Paulo, Santa Cruz, Kenitra (dua vezes) e Red Bull Brasil. Contando apenas o período invicto do Peixe, entre 2014 e 2017, os únicos jogadores que chegam perto do camisa 7 são David Braz, com cinco gols, e Geuvânio e Robinho, com quatro tentos cada.

Apesar dos bons números, Vitor Bueno não vive boa fase técnica no alvinegro. Com um futebol abaixo do que pode produzir e marcado pelo inacreditável gol perdido contra o Palmeiras, no último dia 19 de março, o meia vem sendo criticado pela torcida e luta para manter-se entre os titulares.

Mesmo passando confiança para o jovem de 22 anos, Dorival Júnior fará alguns testes durante a semana e não descarta escalar Copete ou Vladimir Hernández no time principal na decisão diante da Ponte Preta, na próxima segunda-feira, às 20h (de Brasília), no Pacaembu, pelo jogo de volta das quartas de final do Campeonato Paulista.

O volante Thiago Maia, por sua vez, defende Bueno e acredita na ‘volta por cima’ do camisa 7 no duelo contra a Macaca.

“Ele já salvou a gente. Quando subiu, era conhecido pelo menino que fazia gols bonitos e agora recebe críticas. É normal, nenhum jogador consegue manter alto nível o ano todo. Vai dar a volta por cima, tem a confiança do grupo e da comissão técnica. Sabemos da importância dele e que pode decidir. Quando jogamos, prestamos, temos que ir para a seleção brasileira. Quando não jogamos bem, somos lixos. Se depender de mim, vou ajudar muito (Bueno)”, ressaltou.